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Gaza chora seus mortos após recrudescimento de violências entre jihadistas e Israel

14/11/2019 18h06

Em Gaza, após dois dias de escalada militar entre a extremistas islâmicos e Israel, quando pelo menos 34 palestinos foram mortos em bombardeios ao Estado judeu, é hora de viver o luto. Um cessar-fogo entrou em vigor na manhã desta quinta-feira (14), mas essa trégua ainda é frágil.

Em Gaza, após dois dias de escalada militar entre a extremistas islâmicos e Israel, quando pelo menos 34 palestinos foram mortos em bombardeios ao Estado judeu, é hora de viver o luto. Um cessar-fogo entrou em vigor na manhã desta quinta-feira (14), mas essa trégua ainda é frágil.

Marine Vlahovic, correspondente da RFI em Gaza

Bandeiras de jihadistas se encontram penduradas nas tendas onde os habitantes de Gaza vêm oferecer suas condolências. A algumas centenas de metros do local, em Deir el Balah, no sul da Faixa de Gaza, a família al Malhous foi dizimada na noite passada por um ataque.

Segundo Taleb Mismeh,um morador local, a escalada de volência o "deixa louco". "Eu não posso acreditar, oito pessoas, incluindo crianças, morreram. Os israelenses os mataram com quatro mísseis lançados pelos F16s ... Que Deus os guarde."

Da casa, resta apenas um buraco aberto com pertences pessoais e detritos. Segundo o exército israelense, vários comandantes da Jihad usam suas casas para armazenar armas. No local, morava um dos chefes do movimento, que foi alvo do bombardeio, mas 21 membros da família estavam lá e foram assassinados durante o sono, lamenta Ayman Sawarka, um vizinho.

"Não havia mísseis à frente para avisá-los", diz ele, eles atingiram a casa diretamente, sem aviso prévio. "Isso não é novidade para nós, nos entristece, mas não nos impede de lutar."

Treze pessoas, a maioria crianças, ficaram feridas. O cessar-fogo ainda é frágil: foguetes foram lançados duas vezes desde quinta-feira de manhã.

Cessar-fogo

Um acordo de cessar-fogo entrou em vigor nesta quinta-feira às 05:30 da manhã, horário local, na Faixa de Gaza, disse uma fonte egípcia através de uma mediação com um alto funcionário dos extremistas islâmicos.

Após dois dias de confronto, os grupos armados palestinos devem parar de disparar foguetes, e o exército israelense deve parar de ataca-los na Faixa de Gaza. Os dois lados também prometem manter a calma ao longo da barreira de separação durante a marcha semanal da Marcha do Retorno, um movimento de protesto palestino que exige o fim do bloqueio imposto ao enclave.

Este "acordo de cessar-fogo é resultado dos esforços do Egito" e foi endossado por "facções palestinas, incluindo a Jihad Islâmica", disse uma autoridade egípcia. Segundo o funcionário, o acordo estipula que as facções palestinas também devem garantir um retorno à calma em Gaza e "manter a paz" durante as manifestações. Israel, por sua vez, também deve interromper as hostilidades e "garantir um cessar-fogo" durante as manifestações dos palestinos.

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