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Grupo pró-Guaidó deixa embaixada venezuelana em Brasília

13/11/2019 20h00

SÃO PAULO, 13 NOV (ANSA) - O grupo de apoiadores do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, deixou na tarde desta quarta-feira (13) a sede da embaixada em Brasília. O local ficou tomado pelos apoiadores de Guaidó por mais de 10 horas, em um incidente diplomático que ofuscou o início da cúpula dos Brics - grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul que se reunirá por dois dias na capital federal, tendo o presidente Jair Bolsonaro como anfitrião-. Apesar do governo brasileiro reconhecer Guaidó como presidente venezuelano, a sede diplomática em Brasília é administrada por funcionários do presidente Nicolás Maduro.   


A Polícia Militar foi acionada e o incidente ganhou ainda mais repercussão devido às informações desencontradas. Em um primeiro momento, o Itamaraty disse que não estava claro se tratava-se de um invasão ou se uma parte dos diplomatas que representam o governo Maduro haviam desertado. Isso porque o próprio grupo pró-Guaidó disse que os funcionários da embaixada que "abriram as portas voluntariamente". Depois, em nota, a Presidência da República, por meio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), reconheceu que a embaixada foi invadida "por apoiadores de Guaidó" e negou qualquer participação do governo no episódio.   


Apesar disso, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, postou no Twitter algumas mensagens comentando o caso.   


"Embaixada da Venezuela mudou porque funcionários reconheceram Guaidó como presidente legítimo. Invasão é o que ocorre agora com os brasileiros esquerdistas querendo se intrometer na questão", escreveu. O atual responsável pela embaixada, Freddy Meregote, encarregado de negócios nomeado por Maduro, afirmou, por sua vez, que o imóvel foi invadido. E o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu um comunicado condenando o que chamou de "ataque cometido por grupos violentos ligados à oposição política venezuelana".   


O texto também alega que as autoridades brasileiras adotaram uma "atitude passiva" e não cumpriram as obrigações da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, a qual obriga a proteção de sedes diplomáticas "em qualquer circunstância". (ANSA)
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