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51 fatos curiosos sobre múmias e sarcófagos

Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Fev.2019 - Arqueólogo examina múmia em nova tumba descoberta no sítio arqueológico de Tuna El-Gebel Imagem: Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Colaboração para o BOL

2018-09-19T14:00:00

2019-02-03T14:04:27

19/09/2018 14h00

Neste domingo (3.fev.2019), as autoridades do Egito anunciaram a descoberta de 40 múmias no sítio arqueológico de Tuna El-Gebel, que fica na província de Minya, a 250 km da capital, Cairo. As múmias estão em bom estado de conservação, e ao menos 10 são crianças.

As múmias foram encontradas dentro de câmaras funerárias escavadas nas rochas. Especialistas creem que os corpos pertencem a uma família de classe média que viveu entre os anos 305 e 30 a.C.

A descoberta reacende o interesse por uma das mais intrigantes provas da existência da humanidade. Mas, se você pensa que só existem múmias no Egito, esta lista vai mostrar que a mumificação foi e é usada nas mais variadas culturas. Confira a seguir uma série de curiosidades.

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  • AFP

    Tutancâmon

    Ao falar em múmias, é preciso citar Tutancâmon - um dos faraós egípcios mais famosos no mundo após a descoberta de seu sarcófago e tesouros em sua tumba. Tutancâmon nasceu em 1341 a.C., subiu ao trono aos nove anos de idade e governou pouco tempo, morrendo em 1323 a.C. de causa misteriosa. Somente em 1922 o egiptólogo Howard Carter encontrou o corpo e os tesouros do faraó, após 15 meses de escavações no Vale dos Reis, ao Sul do Cairo. Em 2007, a múmia de Tutancâmon foi tirada de seu sarcófago (foto) e revelada ao público pela primeira vez na História. A múmia do "faraó-menino" tem o nariz chato, os dentes pronunciados e a cabeça redonda. Atualmente, ela fica em uma urna transparente, protegida da poeira, da umidade e com controle de temperatura

  • Zhao Dingzhe/Xinhua

    Enterrado com rico tesouro

    Tutancâmon, que morreu durante sua juventude, foi enterrado com um rico tesouro, composto por joias, carroças, tronos e até uma cama

  • Mohamed El-Shahed/AFP Photo

    Câmara funerária próximo a Luxor

    O sarcófago de ouro do rei Tutancâmon está em sua câmara funerária localizada no Vale dos Reis, próximo a Luxor, a 500 quilômetros do Cairo, capital do Egito

  • Amr Nabil/AP Photo

    Decoração farta

    A descoberta da tumba do faraó menino, que reinou entre 1333 a.C. e 1.323 a.C., é considerada uma das maiores descobertas arqueológicas do século 20 por sua decoração farta. Na imagem, a parede norte da tumba

  • Amr Nabil/AP Photo

    Macacos

    Na parede oeste da tumba de Tutancâmon, no Egito, há a imagem de diversos macacos. É atrás dela que especialistas estudam se é possível haver outras câmaras secretas

  • Amr Nabil/AP Photo

    Com a ajuda de radar

    Arqueólogos usam um radar para determinar se é possível que existam câmaras secretas na tumba de Tutancâmon, no Egito. "Vimos coisas, mas não sabemos o que são", comentou Yasser al Shaib, do Instituto de Geologia da Universidade do Cairo em entrevista

  • Philip Pikart

    Rainha Nefertiti

    Em 2015, o ministro egípcio de Antiguidades, Mamduh al Damati, apontou a possibilidade de que, junto do túmulo de Tutacâmon estivesse também o túmulo da rainha Nefertiti, confirmando a teoria do arqueólogo britânico Nicolas Reeves. Porém, em 2018, a teoria foi desmentida. Novo estudo realizado por uma equipe de especialistas da Universidade Politécnica de Turim, liderada pelo doutor Francesco Porcelli, concluiu, em 2018, que não há cavidades escondidas no túmulo do "faraó-menino"

  • Bela Szandelszky/ AP

    265 múmias preservadas em caixa

    Em 2012, o Museu Húngaro de História Natural apresentou 265 múmias preservadas em uma caixa, em Budapeste, Hungria. As múmias preservadas naturalmente foram esquecidas por centenas de anos até serem encontradas em 1994 durante uma reforma em uma igreja localizada em Vac, no norte da Hungria. O estudo das múmias vem ajudando os cientistas a desenvolverem novos meios de tratamento contra a tuberculose

  • Valter Muniz

    Dom Pedro 1º

    Na foto vemos o crânio de Dom Pedro 1º. Análises feitas na ossada do imperador revelaram que ele tinha quatro costelas fraturadas do lado esquerdo, o que praticamente inutilizou um de seus pulmões - fato que pode ter agravado a tuberculose que o matou, aos 36 anos, em 1834. Os ferimentos constatados foram resultado de dois acidentes a cavalo (queda e quebra de carruagem), em 1823 e 1829, ambos no Rio de Janeiro, segundo pesquisa da USP. Leia mais.

  • Valter Muniz

    Dona Leopoldina, a primeira mulher de Dom Pedro 1º

    A análise nos restos da Dona Leopoldina, a primeira mulher de Dom Pedro 1º, não constatou nenhuma fratura nos ossos. O fato desmente a versão histórica - já próxima da categoria de lenda - de que ela teria caído ou sido derrubada pelo imperador de uma escada no palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, então residência da família real. Segundo a versão, propalada por alguns historiadores, ela teria fraturado o fêmur. Leia mais.

  • Beatriz Monteiro

    Imperatriz Amélia de Leuchetenberg, segunda mulher de d. Pedro 1º

    Estudos na ossada da imperatriz Amélia de Leuchetenberg, segunda mulher de d. Pedro 1º, que morreu em 1876, revelaram que seu corpo foi mumificado. "Quando a trouxeram à cripta, em 1982, dizia-se que ela estava 'preservada', mas ninguém sabia que poderia ser considerada múmia", contou a arqueóloga Valdirene Ambiel, responsável pelas pesquisas da USP (Universidade de São Paulo), divulgadas em fevereiro de 2013. Leia mais.

  • Divulgação

    Dom Pedro 1º e Dom Pedro 2º

    Em agosto de 2013, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, exibiu as múmias das coleções dos imperados dom Pedro 1º e dom Pedro 2º em uma sala especial. Em 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional e, possivelmente, todo seu acervo

  • Reuters/Janine Costa

    Múmia pré-inca descoberta em Tupac Amaru, em Lima, no Peru

    Em 2013, uma múmia pré-inca foi descoberta em Tupac Amaru, em Lima, no Peru. De acordo com o Ministério da Cultura local, 11 tumbas pré-incas foram achadas em um complexo esportivo onde a seleção de futebol do país treinava. Os ossos pertencem à cultura Lima (200-700 d.C.) e à cultura Yschma (1100-1400 d.C.)

  • Reuters/The Lancet Press

    Múmias com arteriosclerose

    Múmia de Hatiay, um escriba egípcio de 40 a 50 anos, que viveu no Novo Reinado (de 1570-1293 a.C.) e que foi encontrada perto de Luxor, mostra que os humanos daquela época já sofriam de arteriosclerose, doença relacionada até então com o estilo de vida moderno. Ao todo, 137 múmias de 4 mil anos de diferentes lugares do mundo foram analisadas em pesquisa da revista The Lancet, em março de 2013. Mais de um terço das múmias examinadas com tomografia axial computadorizada (TAC) - especificamente 47, 34% - mostravam sinais de calcificação vascular, causa da arteriosclerose, hoje associada à obesidade, ao tabaco e à falta de exercícios

  • Dr. Michael Miyamoto/AP

    Múmias com problemas cardíacos

    Cardiologistas do Instituto do Coração do Kansas, nos Estados Unidos, exibem a múmia Hatiay, um escriba egípcio de cerca de 50 anos que viveu em Luxor durante o Novo Reinado, em 1570 e 1293 anos antes de Cristo. Os especialistas fizeram exames em mais de cem múmias e acharam indícios de que a população já sofria de problemas do coração há 4.000 anos - os resultados foram publicados na revista The Lancet em março de 2013

  • Wong Maye-E/AP

    Nesperennub

    A exposição "Múmia: Segredos da Tumba", no Museu ArtScience, em Singapura, em abril de 2013, exibiu o sarcófago para a múmia de Nesperennub, um sacerdote do templo egípcio que viveu há 3 mil anos

  • Lutz Wolfgang Kettler/EFE

    Sarcófago no sótão de casa

    Múmia vista dentro de um sarcófago no sótão de uma casa em Diepholz, na Alemanha. Segundo a imprensa local, um menino de dez anos descobriu o sarcófago e outros objetos egípcios no sótão da casa da avó, em agosto de 2013. Uma tomografia revelou que o esqueleto bem preservado é humano, mas um dos especialistas desconfiava que a múmia havia sido montada com partes de corpos diferentes e depois enroladas com tecido

  • Fernando Frazão/ABr

    Raras múmias egípcias

    Em 2013, uma exposição no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, exibia uma sala com raras múmias egípcias, como a deste corpo feminino do período romano, feito com um processo raro que conserva com mais naturalidade os membros. Algumas dessas múmias foram presenteadas a dom Pedro 2º em sua viagem ao Egito. Em 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional e, possivelmente, todo seu acervo

  • Fernando Frazão/ABr

    Esquife da dama Sha-amum-em-su

    A esquife da dama Sha-amum-em-su, que nunca foi aberta, foi uma doação do Egito ao imperador Dom Pedro 2º quando visitou o país. A peça foi exposta na sala de múmias raras do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, em 2013. Em 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional e, possivelmente, todo seu acervo

  • Fernando Frazão/ABr

    Múmias do Museu Nacional, no Rio de Janeiro

    Em 2013, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, tinha um importante acervo de múmias preservadas por meios naturais e artificiais, desde egípcias, que faziam parte da coleção dos imperadores dom Pedro 1º e dom Pedro 2º, a três exemplares brasileiros. A maior parte das 700 peças da reserva técnica do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, eram de pedaços de corpos mumificados, como crânios, mãos, pés, braços e até dedos. Em 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional e, possivelmente, todo seu acervo

  • Fernando Frazão/Agência Brasil

    Múmia Aymara

    A exposição no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, em agosto de 2013, fazia parte do 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias. A múmia Aymara (foto) fazia parte do acervo do museu. Em 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional e, possivelmente, todo seu acervo

  • AFP/Cris Bouroncle

    Huaca Pucllana

    Visão parcial do complexo pré-inca chamado Huaca Pucllana, no distrito residencial de Miraflores, em Lima, no Peru. Em 2013, a arqueologista Gladys Paz informou que duas múmias pré-colombianas com mais de mil anos, um adulto e uma criança, foram encontradas no local. A descoberta é uma das mais importantes nas últimas décadas de escavação porque ambas estavam intactas

  • Mariana Bazo/Reuters

    Mais corpos em Huaca Pucllana

    Em 2015, arqueólogos estudaram ossada encontrada em local conhecido como Huaca Pucllana, em Miraflores, Lima (Peru), após descobrirem quatro tumbas pertencentes à cultura pré-hispânica ichma, civilização que existiu na costa central do Peru entre os anos de 1000 a 1450 d.C. Os corpos de três mulheres e um homem foram encontrados sentados dentro de tumbas individuais, em cima da Grande Pirâmide. Escavações anteriores já haviam confirmado de os ichmas era agricultores e tecelões e que viviam no pé do sítio arqueológico, onde secavam suas colheitas e ofereciam oferendas em forma de alimentos e algodão

  • Ernesto Arias/EFE

    Enterrados sentados

    Em 2015, uma equipe de arqueólogos encontrou quatro tumbas pertencentes à cultura pré-hispânica ichma, civilização que existiu na costa central do Peru entre os anos de 1000 a 1450 d.C. A imagem mostra uma das tumbas encontradas em cima da Grande Pirâmide feita em adobe, que forma parte do centro cerimonial conhecido como Huaca Pucllana, em Miraflores, Lima. Se trata de quatro adultos: três mulheres e um homem. Os corpos foram enterrados sentados, envolvidos em tecidos e cordas. Havia ainda vasilhas de cerâmica, mate e instrumentos relacionados à atividade têxtil, enterrados junto aos corpos como oferendas

  • Eduardo Vessoni/UOL

    Múmia Juanita, no Museo Santuarios Andinos

    Localizado em Arequipa, no sul do Peru, o Museo Santuarios Andinos abriga uma impactante coleção de oferendas incas às montanhas sagradas (os 'apús'). É ali que repousa a bem conservada múmia Juanita, 'a menina do gelo'. Encontrada em 1995 no vulcão Ampato, a 5.800 metros acima do nível do mar, a múmia data de 1466, e o corpo teria sido uma oferenda aos deuses. Seu impressionante bom estado de conservação se deve aos congeladores do museu com temperaturas que chegam a 26º negativos, onde é possível ver também a bagagem que aquela menina com então 12 anos de idade, aproximadamente, teria que levar ao mundo das divindades como sandálias, oferendas, túnicas feitas com lãs de alpaca e brinquedos

  • Reprodução

    O mistério das múmias da comunidade italiana de Venzone

    Por centenas de anos, um mistério pairou sobre a comunidade italiana de Venzone. Os cadáveres lá enterrados não se decompunham normalmente. Os corpos permaneciam preservados e ainda eram reconhecíveis por décadas. Isso, inclusive, criou um hábito mórbido nos moradores da região: desenterrar os mortos para passar um tempo com eles e "matar a saudade". Depois de muito tempo, o mistério foi resolvido. Cientistas descobriram que o motivo para a conservação dos cadáveres é um fungo microscópico (Hyphae tombicina), presente nas catacumbas e nos caixões, que age como um parasita e desidrata rapidamente os corpos antes que a decomposição possa sequer começar, o que, por sua vez, retarda de fato o início do processo. A comunidade atualmente é um local turístico da Itália, e as fotos das múmias fazem muito sucesso na web

  • Divulgação/Jeff Pachoud/AFP

    Mulher de Pachacamac

    Enterrada no antigo templo abandonado de Pachacamac, perto de Lima, no Peru, esta múmia de uma mulher que se acredita ter morrido por volta dos 50 anos de idade, foi parte de uma exposição que explorou representações humanas da morte em diferentes idades e culturas de todo o mundo. Os arqueólogos tiveram o cuidado de preservar a frágil múmia, mantendo-a na mesma posição fetal de quando foi descoberta em 2012

  • Reprodução/The Mirror

    Mumia "viva" da Mongólia

    Encontrada em janeiro de 2015 na Mongólia, uma múmia causou polêmica. De acordo com budistas, a múmia, que pode ter mais de 200 anos, estaria viva. Segundo a crença, o monge teria atingido um estado de espírito chamado 'tukdam' - que é o nível mais próximo daquele de Buda. O professor do Instituto Mongol de Arte Budista da Universidade Ulaanbaatar, Ganhugiyn Purevbata, afirmou que a posição de lótus vajra em que a múmia se encontra, com a mão esquerda aberta, significa que está rezando o Sutra. "O sinal é de que Lama não está morto, mas em um estado de meditação profundo, de acordo com as tradições ancestrais do Budismo lamas", explicou

  • Israel Ángel Mijangos/EFE

    Corpo mumificado no topo do vulcão Pico de Orizaba

    Em março de 2015, alpinistas resgataram um corpo mumificado encontrado no cume do vulcão Pico de Orizaba, no estado mexicano de Puebla. Segundo as autoridades locais, o corpo foi encontrado a cerca de 5.500 metros acima do nível do mar e pode ter caído e sido enterrado há meio século. Acredita-se que os corpos poderiam pertencer a alpinistas que desapareceram em 2 de novembro de 1959, durante uma avalanche. Pela posição dos corpos, a equipe de resgate acredita que eles morreram abraçados. Leia mais.

  • Cris Bouroncle/AFP

    Bebê mumificado

    Em 2015, um bebê mumificado da época pré-incaica foi exposto no museu Puruchuco, em Lima, no Peru

  • Reprodução/Reuters

    Múmia da caixa de papelão

    Em 2015, garis que trabalhavam perto de um local de escavação na cidade de Trujillo, no Peru, levaram um susto quando abriram uma caixa de papelão e encontraram uma múmia de mais de 900 anos. Um dos garis que encontrou a caixa acreditou que se tratava de um homicídio. "Eu não tinha ideia de que era uma múmia antiga. Pensei que era alguém que tinha sido assassinado, por isso chamei a polícia imediatamente", declarou Otilio Padilla Miramontes, 54, ao DailyMail. De acordo com pesquisadores, a múmia, que está bastante preservada, pode ter sido roubada de um sítio arqueológico conhecido como Chan Chan, que foi a capital do império Chimu, uma civilização urbana por volta de 1100 dC. A múmia encontrada por garis dentro de uma caixa de papelão estava enrolada por uma corda

  • BBC

    Múmias vazias

    Em maio de 2015, um projeto do Museu e da Universidade de Manchester revelou que cerca de um terço das centenas de múmias de animais que seriam expostas em uma mostra na cidade britânica estão vazias. Mais de 800 múmias - de gatos, pássaros e crocodilos - foram analisadas. Cientistas acreditam que descobriram um escândalo no coração da indústria de múmias animais do Egito antigo. Leia mais.

  • Mário Laporta/AFP

    Corpos petrificados do vulcão Vesúvio

    Em maio de 2015, restauradores iniciaram o processo de reparos em corpos petrificados, vítimas da erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d.C., no laboratório de Pompeia, na Itália. O sítio arqueológico de Pompeia é um dos únicos locais no mundo capazes de levar os visitantes de volta a uma verdadeira cidade romana. O lugar permanece em excepcional estado de conservação por ter sido soterrado por uma chuva de cinzas - e não pela lava - que cobriu em seis metros de altura a cidade durante a erupção. Quando desapareceu debaixo das cinzas, Pompeia tinha cerca de 20 mil habitantes e era produtora de vinho e azeite. A erupção começou por volta das 10 horas da manhã do dia 24 de agosto e durou o suficiente para cobrir a cidade e matar boa parte de seus moradores soterrados ou asfixiados pela fumaça tóxica

  • Mario Laporta/AFP

    Reparos dos corpos petrificados

    Em maio de 2015, restauradores fizeram reparos em corpos petrificados, vítimas da erupção do vulcão do Vesúvio no ano 79 d.C., no laboratório de Pompeia, na Itália

  • Alessandro Bianchi/ Reuters

    Bons dentes e alimentação saudável

    Os corpos de 30 vítimas do vulcão que matou os moradores da cidade de Pompeia cerca de 2 mil anos atrás foram analisados em 2015 por uma equipe de especialistas composta por arqueólogos, radiologistas, antropólogos e até dentistas. Os primeiros resultados dos exames nos corpos, que ficaram conservados nos moldes de gesso em que foram tratados, determinaram que a maioria dos moradores de Pompeia tinha dentes saudáveis, graças a uma boa alimentação, com poucos açúcares, mas ossos frágeis devido ao excesso de flúor das águas dos mananciais em que bebiam. Leia mais.

  • Alessandro Bianchi/ Reuters

    Fumava cachimbo

    As análises dos corpos de Pompeia conseguiram reconhecer, além de dados básicos, como idade e sexo, também quem era "um fumante de cachimbo, um músico que tocava flauta, assim como a origem geográfica e a condição socioeconômica", contou o historiador responsável. Leia mais.

  • Alessandro Bianchi/ Reuters

    Múmias engessadas

    Em 2015, uma pesquisa sem precedentes submeteu a tomografias computadorizadas 30 corpos encontrados nas escavações de Pompeia que ficaram conservados nos moldes de gesso em que foram tratados. Estes moldes de Pompeia se devem à intervenção do arqueólogo italiano Giuseppe Fiorelli, que, após achar uma cavidade oca em torno dos restos ósseos, decidiu injetar gesso e assim conseguiu obter uma cópia exata das vítimas da erupção cobertas pelas camadas de cinza e detritos. O estudo permitiu aos pesquisadores conhecer detalhes de suas vidas, costumes, ocupação e classe social. Leia mais.

  • Rozenn Colleter/AFP

    Mulher nobre do século 17

    Imagem divulgada pelo Instituto Nacional Francês de Investigação Arqueológica Preventiva (INRAP), em junho de 2015, mostra arqueólogos trabalhando no corpo excepcionalmente bem preservado de uma mulher nobre do século 17, que vestia roupas religiosas, no instituto forense Rangueil, em Toulouse. O caixão de chumbo que continha o corpo foi descoberto durante as escavações arqueológicas preventivas no Convento dos Jacobinos de Rennes

  • NEFU

    Cachorro congelado

    Cientistas russos da Universidade Federal do Norte Oriental examinaram o único cachorro mumificado em gelo encontrado até hoje no mundo. O animal foi encontrado mumificado no gelo de um lago da República da Iacútia, território russo, enquanto pesquisadores buscavam por restos mortais de mamutes, em 2011. A análise durou quatro anos e apontou que o cachorro, que na verdade era uma cadela, viveu por volta de 12.450 anos atrás. Leia mais.

  • NEFU

    Múmia de cadela

    A cadela teria idade de três meses quando morreu e tinha galhos no estômago, o que levou os cientistas a concluírem que ela teria tentado lutar por sua vida ao morder os galhos. A múmia foi encontrada acidentalmente por dois irmãos. O pelo, pele, ossos e órgãos internos da cadela estavam intactos, segundo os cientistas. Segundo a pesquisadora Darima Garmaeva, embora os tecidos estivessem mumificados, não havia sinais de decomposição após a morte do animal, o que torna a múmia única em todo o mundo. Leia mais.

  • Reprodução/Facebook/Sligo-Leitrim Archaeological Services

    Esqueleto esfaqueado

    Em 2015, um esqueleto de mil anos foi descoberto entre as raízes de uma árvore na cidade irlandesa de Collooney, após uma forte tempestade derrubar a planta, que tinha 200 anos. Os restos mortais são de um homem entre 17 e 25 anos e marcas no esqueleto sugerem que ele morreu após ser golpeado por uma lâmina afiada. Análises de radio carbono indicam que a morte aconteceu entre 1030 e 1200 d.C.

  • Julien Warnand/EPA/Efe

    Múmia egípcia

    Em 2015, especialistas abriram o sarcófago que abriga múmia egípcia, que pertence ao Museu Real de Arte e História da Bélgica, antes de ela ser escaneada pelo departamento de imagem médica das Clínicas Universitárias Saint-Luc, em Bruxelas. A múmia foi exibida ao público durante a mostra 'Sarcófagos, sob as estrelas de Nut', inaugurada em 15 de outubro de 2015, no museu Cinquentenário

  • Emilio Naranjo/EFE

    Múmia guanche do Barranco de Herques

    Em dezembro de 2015, chegou ao Museu Arqueológico Nacional, em Madri (Espanha), importante exemplar de como se mumificavam corpos humanos na era pré-hispânica. A múmia guanche do Barranco de Herques, de Tenerife, a maior das ilhas Canárias, estava até então em posse do Museu Nacional de Antropologia. A múmia guanche do Barranco de Herques é exemplo do domínio particular de técnicas de embalsamento de corpos pelos guanches, antigos habitantes da ilha de Tenerife, nas ilhas Canárias. A prática de embalsamar corpos obedecia a crenças religiosas, de forma a proteger o morto e distingui-lo mesmo na morte. O traslado da múmia guanche do Barranco de Herques para o Museu Arqueológico Nacional exigiu uma série de cuidados especiais e a intervenção de especialistas, de modo a preservar as delicadas condições originais

  • Augustin Ochsenreiter-Archeological Museum of the Alto Adige - 13.jun.2005 / AP

    Múmia alpina Ötzi

    Em janeiro de 2016, pesquisadores do Museu Arqueológico de Alto Adige, em Bolzano, na Itália, analisaram uma múmia de 5,3 mil anos. Os cientistas afirmaram que Ötzi, corpo congelado descoberto nos Alpes em 1991, contraiu uma infecção bacteriana que ainda existe hoje. O homem, que tinha entre 40 e 50 anos, morreu ao levar uma flechada e havia comido um íbex. A pesquisa também revelou que o homem sofria de uma infecção causada pela bactéria Helicobacter pylori. O estudo forneceu pistas sobre a migração humana: acredita-se que a cepa, que hoje atinge os europeus, seja o resultado da combinação de duas cepas antigas (uma africana e outra asiática). A descoberta sugere que possa ter havido uma onda de migração de africanos portadores da bactéria à Europa em alguma época após a morte da Ötzi, além de reforçar o fato de que essa ação não ocorreu apenas uma vez. Leia mais.

  • Reprodução

    Múmia de tênis

    Em 2016, uma múmia encontrada na Mongólia agitou as redes sociais, sobretudo porque o cadáver, que os arqueólogos acreditam ter vivido há 1,5 mil ou no máximo 10 mil anos, aparentemente está usando tênis. A impossibilidade de a múmia, morta há tanto tempo, usar um artigo da modernidade, suscitou debates sobre viagem no tempo entre os internautas

  • Divulgação/Ministério de Antiguidade

    Múmia de Sattjeni

    Arqueólogos espanhóis descobriram a múmia de Sattjeni, uma dama da nobreza que era "a guardiã do sangue dinástico", na cidade egípcia de Assuão, como explicou à Agência Efe o chefe da missão, Alejandro Jiménez. A múmia de Sattjeni, "filha, esposa e mãe de governadores", segundo Jiménez, foi achada dentro de dois sarcófagos de madeira na necrópole de Qubbet el-Hawa, no Vale dos nobres, que foi escavada pela equipe espanhola desde 2008. Esta dama da 12ª dinastia do Império Médio foi a mãe dos principais governadores de Elefantina, Heqaib 3º e Amaney-Seneb, que dirigiram a região entre 1810 e 1790 a.C. O diretor do departamento de Antiguidades egípcio, Mahmoud Afifi, garantiu em comunicado que Sattjeni era além disso filha do emir Sarenput 2º e "uma das principais personalidades da época". Para Jiménez, a importância do achado - feito em 5 de março de 2016 - está em que esta família estava "logo abaixo do faraó" Amenemhat 3º (1800-1775 aC.) na hierarquia de Assuão. "A múmia tem o rosto coberto por uma máscara policromada", detalhou o arqueólogo espanhol. Leia mais.

  • Divulgação/Ministério de Antiguidades

    A guardiã do sangue dinástico

    Detalhe da tumba de Sattjeni, uma dama da nobreza que era "a guardiã do sangue dinástico", que foi encontrada na cidade egípcia de Assuão. Os sarcófagos, de madeira de cedro do Líbano, estão talhados e apresentam escrituras hieroglíficas que permitiram identificar Sattjeni e datar a tumba. O caixão interior se encontra em "bom estado de conservação", acrescentou em seu comunicado o responsável de Antiguidades egípcio. Leia mais.

  • Dusan Vranic/AP

    Túmulo de Jesus

    Em outubro de 2016, um grupo de cientistas da Universidade Nacional e Técnica de Atenas, em conjunto com uma equipe da Sociedade National Geographic, abriu o túmulo atribuído a Jesus para analisar e restaurar a edícula da Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém. O local, segundo a fé cristã, é onde Jesus foi sepultado depois de ser crucificado. O objetivo é perceber a forma original do local e reconstituir a história da transformação daquele espaço enquanto local sagrado

  • Martin Bernetti/AFP Photo

    Múmia chinchorro no Chile

    Os segredos das múmias mais antigas do mundo começam a ser revelados em dezembro de 2016. Quinze corpos mumificados da cultura chinchorro foram escaneados em busca de seu DNA para identificar quais dos seus rastros genéticos estão presentes nos chilenos de hoje e para reconstituir sua aparência. "Será feita a dissecação destes corpos de forma virtual, sem tocá-los, de modo que nos asseguramos de conservá-los por mais 500 mil anos", disse Marcelo Gálvez, chefe de radiologia. A fase de reconstrução estava sendo feita em vários computadores, onde se uniam peças, se acrescentavam músculos, se inseriam narizes e queixos, conseguindo, aos poucos, "ver como eram fisicamente, reconstruí-los e ter hoje ao vivo alguém que morreu há milhares de anos", comentou, eufórico, o radiologista. Leia mais.

  • AFP

    Sarcófagos, estátuas funerárias e seis múmias encontrados

    Um grupo de arqueólogos descobriu seis múmias, sarcófagos de madeira de cores vivas e mil pequenas figuras funerárias em um túmulo da época dos faraós no sul do Egito, próximo à cidade de Luxor, segundo anúncio do ministério das Antiguidades, em abril de 2017. Leia mais.

  • AFP

    Túmulo na necrópole de Draa Abul Nagaa

    Em abril de 2017, arqueólogo egípcio mostrou artefatos encontrados em túmulo de 3.500 anos na necrópole de Draa Abul Nagaa, perto da cidade de Luxor, no Egito, um verdadeiro museu a céu aberto que, aparentemente, pertencia a Userhat, um magistrado da 18ª dinastia (1550-1295 A.C.) que possuía o título de "juiz da cidade", mas que foi reutilizado séculos depois já sob a 21ª dinastia para abrigar outras múmias. Leia mais.

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