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Conheça capitais da música de acordo com o ritmo tocado nelas

Colaboração para o BOL

02/02/2019 14h00

São muitas as expressões e os hábitos musicais pelo Brasil. Axé, samba, sertanejo, funk fazem parte da cultura nacional. Conheça agora as capitais simbólicas de cada ritmo musical do Brasil.

  • Reprodução/Instagram @danielamercury

    Axé Music: Salvador (BA)

    O axé music surgiu durante o Carnaval de Salvador, na Bahia, então nada mais justo do que a cidade ser considerada a sua capital. O ritmo apareceu na década de 1980, como uma mistura de vários outros, como samba-reggae, frevo e forró. Hoje, o axé music embala todo o Brasil e tem nomes importantes que fazem sucesso pelo país, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Chiclete com Banana

  • Reprodução/Diário do Pernambuco

    Baião: Exu (PE)

    O baião é um ritmo nordestino que se popularizou na década de 1940 com a música de Luiz Gonzaga. Exu, em Pernambuco, é a cidade natal do Gonzagão, considerado o rei do baião, por isso essa escolha como capital simbólica, uma pequena homenagem a um grande nome da música brasileira. No baião, há o uso da viola caipira, do triângulo, da flauta doce e do acordeão. Nas letras das músicas, é retratada a difícil realidade enfrentada pelo sertanejo

  • Reprodução/Café Brasil

    Bossa Nova: Rio de Janeiro (RJ)

    Na década de 1950, na cidade do Rio de Janeiro, João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e outros começaram o movimento musical que resultaria na Bossa Nova. Uma mistura de jazz e samba, o ritmo foi concebido na capital do Rio e é por este motivo a nomeação simbólica

  • Reprodução/Forró de Itaúnas

    Forró: Itaúnas (ES) e Caruaru (PE)

    Em 1980, o compositor Jorge de Altinho nomeou a cidade de Caruaru como a capital do forró, com a música de mesmo nome. No agreste pernambucano, Caruaru ostenta também uma das maiores festas juninas do Brasil, onde o forró se faz presente durante todo o festejo. Já na região Sudeste, a cidade de Itaúnas, no Espírito Santo, também reivindica o título de capital do forró do Brasil. Todo ano, em julho, a cidade capixaba promove o Festival Nacional Forró de Itaúnas, atraindo muitos turistas para suas ruas. Tudo bem, o forró é de todos!

  • Marlon Costa/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Frevo: Recife (PE)

    A música tem origem na fusão dos ritmos marcha, maxixe, dobrado e polca, e a dança tem influências da capoeira. Surgido no fim do século 19, o frevo vem de Pernambuco e é difícil, atualmente, definir sua capital: Recife ou Olinda. Fato é que nessas duas cidades o ritmo toma conta das ruas e faz a festa de moradores e turistas

  • Reprodução/Unifeed

    Funk: Rio de Janeiro (RJ)

    O Rio de Janeiro é a capital do funk, pois foi nas favelas da capital que o ritmo começou a se definir. Nos anos 1970, aconteciam bailes de black, soul, shaft ou funk, ritmos musicais dos Estados Unidos. A partir dos bailes, foi surgindo a versão carioca do funk, com influência do miami bass e do freestyle

  • Reprodução/Governo Federal

    Maracatu: Recife e Nazaré da Mata (PE)

    Maracatu é um ritmo musical que envolve também dança e até religião. No maracatu, são utilizados instrumentos de percussão de religiões de matriz africana, com os quais se chega ao baque característico da música. Existem dois tipos de maracatu e é por isso que são nomeadas duas "capitais": o Maracatu Nação (Baque Virado), comum em Recife, e o Maracatu Rural (Baque Solto), característico de Nazaré da Mata

  • Reprodução/Instagram @emicida

    Rap: São Paulo (SP) e Brasília (DF)

    Foi na capital paulista, mais precisamente numa galeria da rua 24 de Maio e na estação São Bento do metrô, que o rap nacional começou a surgir. É por isso que São Paulo é considerada a capital do rap no Brasil, com paulistanos como Criolo e Emicida dando sequência a essa tradição. Mas a cidade de Brasília também reivindica o título, já que o gênero é muito popular na capital nacional

  • Reprodução/YouTube

    Reggae: São Luís (MA)

    São Luís, no Maranhão, é conhecida como a capital do reggae por causa de uma história nada comum: na década de 1970, os marinheiros que chegavam à cidade pagavam os serviços de prostituição com discos de reggae trazidos diretamente da Jamaica. Fato é que, já na década de 1980, o ritmo virou uma febre entre a população, que até hoje tem muitos adeptos na cidade

  • Reprodução/Sistema Labgis - Uerj

    Samba: Rio de Janeiro (RJ)

    Mais uma vez, o Rio de Janeiro aparece na lista, agora como berço e capital do samba. A história do samba enquanto gênero musical urbano vem do início do século 20, quando as casas das "tias baianas", na cidade do Rio, eram tomadas por rodas de samba que misturavam vários ritmos, como a polca, o maxixe e o xote. Hoje, quem anda pelas ruas cariocas facilmente esbarra em alguma roda de samba acontecendo, seja "para turista ver" ou de forma espontânea, criativa e sempre muito alegre

  • Reprodução/Conservatória Cidade da Seresta

    Seresta: Conservatória (RJ)

    A seresta é a versão brasileira da serenata, que é a arte de cantar músicas sentimentais pelas ruas à noite. A cidade de Conservatória, no Rio de Janeiro, é considerada a capital da seresta. Quem visita o município pode sempre se encantar com o ritmo tomando conta das ruas de pedra da pequena cidade

  • Manuela Scarpa/Photo Rio News

    Sertanejo: Goiânia (GO)

    Reza a lenda que se você balançar uma árvore na cidade de Goiânia, dez cantores sertanejos caem instantaneamente. Brincadeiras à parte, a cidade é a capital do sertanejo e foi lá que grande parte dos maiores nomes deste estilo musical fizeram carreira e sucesso

  • Reprodução/Instagram @gabyamarantos

    Tecnobrega: Belém (PA)

    Nos anos 2000, surgiu em Belém, no Pará, o tecnobrega, uma mistura de música eletrônica com forró, resultando em um estilo único. Nada mais justo que a cidade de origem receber o título de capital. Além disso, Gaby Amarantos, um dos principais nomes deste estilo, é natural de Belém

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