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A trajetória de Cazé Peçanha contada em dez episódios

Colaboração para o BOL

07/01/2019 07h56

Carlos José de Araújo Pecini, conhecido como Cazé Peçanha, marcou os anos 1990 e 2000 com suas performances à frente de programas que atraíam o público jovem. VJ da MTV, ele teve uma passagem difícil pela Globo, mas se recuperou e voltou à ativa com força total. Nesta segunda-feira (7/1/2019), o apresentador completa 51 anos. Confira momentos da trajetória e declarações polêmicas, como a feita por ele a respeito do uso da maconha.

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  • Cassia Dian/Divulgação

    Poeta

    A carreira de Cazé na televisão começou por acaso. Antes de se descobrir como apresentador, ele se dedicava mesmo a outra paixão. "A minha vida era escrever poemas e recitá-los em pequenos teatros pelo Rio de Janeiro. Mas, como se sustentar com poesia é difícil, decidi me inscrever em um concurso da MTV e passei. E o que no começo era apenas uma busca por sustento, acabou virando uma carreira", contou em entrevista ao site Terra em 2013

  • Divulgação/MTV

    MTV

    Em 1994, Cazé passou no concurso MTV Pega Para Criar e acabou assumindo o comando de diversos programas na emissora. Entre eles, o Teleguiado MTV (mais voltado para a música), o Quinta Categoria (programa de auditório), o Casal Neura (game show com esquetes), entre outros

  • Reprodução/TV Globo

    Global

    Cazé foi contratado pela Globo em abril de 2000, mas viveu momentos difíceis na emissora carioca, entrando no ar apenas dez meses após ter fechado com a casa e ganhando um horário ingrato no domingo, depois do Sai de Baixo. "Na Globo demorou aquele tempo todo para o Sociedade Anônima [programa comandado por ele] entrar no ar. É uma coisa chata, né? Aí o programa ficou só nove semanas do ar, competindo com Silvio Santos e já me disseram que não estava com a audiência esperada. Não tinha diálogo na Globo. Ninguém me chamou para dizer que não estava do jeito que eles queriam. Não tinha como discutir o horário e ponto final. Chegou uma hora em que eu não tinha mais forças para discutir com a Globo", desabafou o profissional em entrevista à IstoÉ Gente. O programa saiu do ar, e Cazé ainda ganhou o quadro Homem Megafone, no Fantástico, que também não foi para a frente

  • Reprodução/Twitter @caze

    CQC?

    A passagem pela Globo não foi exatamente a melhor fase da carreira de Cazé. "Fiquei triste porque eu estava apostando tudo, minha família e meus amigos se preocuparam. Queriam saber o que estava acontecendo na Globo. E eu não sabia responder. Mas não me arrependo de nada, porque pude mostrar que não sou o tipo do cara que só consegue falar com um público segmentado. E também pude perceber que a MTV dá muito mais ibope do que se imagina", pontuou o profissional. Contudo, outra emissora entrou na jogada sondando o apresentador nessa época. Ele foi convidado pela Band para estar à frente do CQC - Custe o Que Custar, mas recusou a oferta e preferiu voltar para um terreno que já conhecia bem

  • Reprodução/Twitter @caze

    VJ

    "A liberdade criativa do canal sempre me atraiu. Porque o ambiente de trabalho da MTV, sobretudo na época em que eu trabalhei lá, era extremamente estimulante. Sempre fui encorajado a fazer coisas diferentes, buscar o melhor de mim e me doar para os projetos. Como os recursos eram poucos, as equipes tinham de compensar isso de outras maneiras e, principalmente, com criatividade", pontuou Cazé em entrevista ao site Terra. O entrosamento com a emissora foi um fator decisivo para que ele optasse voltar ao canal após a passagem pela Globo

  • Reprodução/Twitter @caze

    A Liga

    Em 2012, chegou a vez de Cazé finalmente ceder às investidas da Band, que o levou para o time do programa A Liga. "Trabalhar fora do estúdio e em contato direto com uma realidade que a sociedade não costuma mostrar na televisão foi o que mais me atraiu", confidenciou o profissional. "Na verdade, quando eu olhava para a programação da tevê aberta, A Liga era um 'xodó', por ser o único programa que eu realmente tinha vontade de fazer. Essa linguagem um pouco mais pessoal na forma de fazer as reportagens me chamava atenção. Eu queria viver aquelas experiências junto com os personagens e isso me mostrou que realmente valia a pena seguir esse novo caminho. Era algo que valia a aposta. Sem contar que é um formato que não me restringe. A direção sempre enfatiza que é muito importante que eu me abra para mostrar ao telespectador as minhas emoções e impressões do tema que está sendo abordado. Então, eu me sinto livre enquanto gravo"

  • Divulgação/NatGeo

    Os Incríveis

    Em 2013, Cazé foi convidado para apresentar o programa Os Incríveis, no canal pago Nat Geo. Ainda à frente de A Liga, o ex-VJ fechou o projeto, cujo objetivo é identificar participantes com habilidades mentais. Ele já era um velho conhecido da emissora, pois no mesmo ano, aceitou comandar a atração Truques da Mente: "Tem dois quadros que são ótimos. Um deles mostra vários adolescentes que são postos em uma sala cheia de bebidas. Eles são instruídos a beberem tudo o que quiserem. Pouco a pouco vão ficando bêbados. Algum tempo depois, a pessoa que os colocou na sala entra e diz que nenhuma daquelas bebidas era alcoólica. Por que eles acharam que estavam bêbados? O programa mostra", divertiu-se ele em setembro de 2013, ao explicar o programa ao UOL. Leia mais.

  • Reprodução/Twitter @caze

    Show do MEI

    Em 2017, sob o nome de Cazé Pecini, seu sobrenome de batismo, o apresentador assumiu outro projeto na Band, o Show do MEI. A atração mostra pessoas comuns que se deram bem como microempreendedores

  • Reprodução/Instagram @sabrinaparlaoficial

    Amizade que permanece

    Depois de tantos anos trabalhando na MTV, Cazé pode dizer que levou algo dessa experiência: as amizades. De tempos em tempos, os VJs da época se reencontram e postam fotos nas redes sociais, fazendo a alegria do público. Foi assim em fevereiro de 2017, quando o apresentador posou ao lado de Didi Wagner, Marina Person e Sarah Oliveira e, novamente, em 2018 (foto), quando esteve ao lado de Sabrina Parlatore, Edgard Picoli, Marina Person, Astrid Fontenelle e Sarah Oliveira

  • Divulgação

    Maconha

    Em 2015, Cazé falou ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, sobre a Marcha da Maconha, realizada pouco antes em São Paulo e expôs sua opinião sobre o tema. "Participei da primeira parte da marcha. Semelhante ao apitaço, feito no Rio de Janeiro, nós sentamos no chão e fomos convidados a fumar um cigarro de maconha", pontuou. "Acaba-se ingerindo substâncias muito piores do que a própria droga. Buscamos liberar o plantio. A maioria das pessoas não chegou a esse patamar, pois isso também é considerado tráfico. São pessoas que trabalham, que contribuem e pagam seus impostos. Nós, que somos consumidores da maconha, somos jogados nessa situação. Eu não quero financiar o tráfico, mas fui colocado em uma situação em que, para consumir, eu não posso comprar em uma farmácia. O Estado me colocou nessa situação. É desconfortável, não gosto disso. Pessoas são discriminadas, sofrem preconceitos e são perseguidas pela substância que usam. Quem bebe cerveja ou vinho não é chamado de usuário. E quem toma remédio tarja preta também não é discriminado. Eu fumo maconha, sou pai de família, faço um trabalho que aborda temas sociais. Por que eu sou perseguido?", questionou

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