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China registra maior número diário de casos de Covid-19 desde janeiro

26/07/2021 05h33

A China registrou 76 novos casos positivos de Covid-19 nesta segunda-feira (26), um número recorde desde janeiro. A maioria das contaminações foram detectadas em Nanjing, capital da província de Jiangsu, segunda maior cidade da região leste do país, a 305 km de Xangai. Primeiro país a enfrentar o coronavírus no final de 2019, o gigante asiático quase erradicou a doença em seu solo no segundo trimestre do ano passado. 

A China registrou 76 novos casos positivos de Covid-19 nesta segunda-feira (26), um número recorde desde janeiro. A maioria das contaminações foram detectadas em Nanjing, capital da província de Jiangsu, segunda maior cidade da região leste do país, a 305 km de Xangai. Primeiro país a enfrentar o coronavírus no final de 2019, o gigante asiático quase erradicou a doença em seu solo no segundo trimestre do ano passado. 

Dezenas de milhares de pessoas estão confinadas em Nanjing. As autoridades determinaram que os 9,2 milhões de habitantes da cidade devem passar por testes, após a descoberta de um surto detectado no aeroporto. Os primeiros casos foram diagnosticados na semana passada.

"Dos 40 casos locais, 39 correspondem à província de Jiangsu e um a Liaoning", informou a Comissão Nacional de Saúde em um comunicado. Segundo a nota, não foram registradas novas mortes por Covid-19 no país.

O governo chinês tem uma política de tolerância zero com o coronavírus desde que a doença foi descoberta na cidade de Wuhan. Quando um surto é identificado, as autoridades decretam isolamento e testes em larga escala são organizados entre a população.

A China contabiliza 92.605 casos de coronavírus e 4.636 mortes desde o início da pandemia.

Origem do vírus continua desconhecida

A China rejeita as suspeitas de que o coronavírus pode ter escapado de um de seus laboratórios, particularmente do Instituto de Virologia de Wuhan, onde foram registrados os primeiros casos da infecção viral. Na semana passada, o governo chinês chamou de "arrogante" uma proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de auditar os laboratórios chineses como parte de uma investigação mais ampla sobre as origens da pandemia de Covid-19.

O vice-ministro da Saúde da China, Zeng Yixin, declarou na quinta-feira (22) que a proposição era "desrespeitosa ao bom senso e arrogante para com a ciência". Em 31 de dezembro de 2019, a China revelou à OMS a existência de um surto de casos de pneumonia em Wuhan.

 A teoria de que o coronavírus pode ter escapado de um laboratório chinês foi promovida pela administração do ex-presidente americano Donald Trump (2017-2021), mas descartada por especialistas durante muito tempo. Porém, nas últimas semanas a hipótese ganhou nova força nos Estados Unidos. Segundo a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, a oposição de Pequim é "irresponsável e perigosa. Não é o momento de obstruir", afirmou.

Em resposta à suspeição americana, as autoridades chinesas e a imprensa do país apontam regularmente o laboratório de Fort Detrick, nos Estados Unidos, como possível local de origem da Covid-19. Localizado próximo a Washington, este laboratório está no centro da pesquisa americana contra o bioterrorismo.

Com informações da AFP

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