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China acusa G7 de 'manipulação' após críticas sobre Xinjiang e Hong Kong

Bandeira da China em fente a prédio em Pequim; A embaixada da China no Reino Unido acusou o G7 de "interferência" - Thomas Peter/Reuters
Bandeira da China em fente a prédio em Pequim; A embaixada da China no Reino Unido acusou o G7 de 'interferência' Imagem: Thomas Peter/Reuters

Da AFP, em Pequim

14/06/2021 06h05Atualizada em 14/06/2021 07h13

A China acusou nesta segunda-feira o G7 de "manipulações políticas" após as críticas do grupo a Pequim sobre os direitos humanos em Hong Kong e em Xinjiang, onde reside a minoria uigur.

Em um comunicado publicado ao fim da reunião de cúpula de três dias na Inglaterra, os líderes do G7 criticaram a China por abusos em termos de direitos humanos sobre as minorias que vivem na região de Xinjiang e os ativistas pró-democracia em Hong Kong.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu a Pequim que "comece a agir de maneira mais responsável a respeito das regras internacionais sobre os direitos humanos".

A embaixada da China no Reino Unido reagiu às declarações e acusou o G7 de "interferência".

"O G7 se aproveita das questões relacionadas com Xinjiang para fazer manipulações políticas e interferir nos assuntos internos da China, aos quais nos opomos com firmeza", afirmou o porta-voz da embaixada em um comunicado.

Segundo o texto, o G7 é fonte de "mentiras, boatos e acusações sem fundamento".

Grupos de defesa dos direitos humanos acusam a China de enviar mais de um milhão de uigures e outras minorias a campos de reeducação em Xinjiang.

Pequim nega e afirma que os locais são centros de formação profissional destinados a manter estas pessoas afastadas do terrorismo e do separatismo.

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