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É ingênuo achar que aliados não receberiam mais em orçamento, diz Marinho

Segundo Rogério Marinho, falar em "orçamento secreto" é leviano - JL Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo
Segundo Rogério Marinho, falar em 'orçamento secreto' é leviano Imagem: JL Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo
do UOL

Do UOL, em São Paulo

17/05/2021 10h07

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que seria ingênuo imaginar que aliados do governo Bolsonaro não receberiam uma maior fatia do orçamento de emendas do relator destinadas a estados e prefeituras.

Em entrevista ao jornal O Globo, Marinho ainda disse que é "leviano" dizer que o orçamento é secreto. Segundo o jornal o Estado de S.Paulo, o governo montou um esquema de distribuição de verbas para aliados no Congresso que votam com o Planalto.

"O presidente Bolsonaro colocaria recursos para alguém da oposição? Por que? Qual é a motivação para dar recurso a um parlamentar do PT, do PDT, que agride o presidente todos os dias? Quem definiu essa discricionariedade foi a própria dinâmica política do Parlamento", disse.

"Há grupos que se digladiam para chegarem à presidência de cada uma das Casas legislativas. É evidente que formam maioria no Parlamento e essas maiorias são exercidas, inclusive, na questão do Orçamento em qualquer democracia do mundo. É muita ingenuidade imaginarmos que na discricionariedade você vai tratar os desiguais de forma igual", completou.

Como mostrou levantamento do UOL, o ministério comandado por Marinho é o campeão em dotação e execução orçamentária quando o assunto são as emendas de relator destinadas a estados e prefeituras. Ele supera até mesmo as pastas da Saúde e Educação, tradicionais por orçamentos mais vultosos, principalmente em tempos de pandemia

As emendas de relator no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) são o centro dos questionamentos da oposição ao atendimento de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na compra de tratores e máquinas agrícolas - episódio conhecido como "tratoraço" e sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). A assessoria do MDR nega favorecimentos e diz que os oposicionistas também foram atendidos.

Na entrevista ao jornal O Globo, o ministro ainda refutou a alcunha de "secreto" ao orçamento, utilizado pelo jornal O Estado de S. Paulo e que teve grande repercussão.

"Chamar o orçamento de secreto é leviano. O orçamento é a peça mais importante do Legislativo. Ele não só é votado pela Câmara e pelo Senado, como também é objeto de acompanhamento de todos os órgãos de controle do governo e de outras instâncias, como Judiciário, Ministério Público, agências paraestatais e organizações não governamentais. Não tem nada de secreto, foi votado e é absolutamente transparente", disse.

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