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Nova corrente para motos promete fim dos ajustes e da lubrificação; conheça

Nova corrente desenvolvida pela marca italiana Regina é livre de manutenção; tecnologia vai equipar motos BMW de quatro cilindros inicialmente - Divulgação
Nova corrente desenvolvida pela marca italiana Regina é livre de manutenção; tecnologia vai equipar motos BMW de quatro cilindros inicialmente Imagem: Divulgação
Arthur Caldeira

Arthur Caldeira, jornalista e motociclista (necessariamente nessa ordem) fundador da Agência INFOMOTO. Mesmo cansado de ouvir que é "louco", anda de moto todos os dias no caótico trânsito de São Paulo.

do UOL

Colunista do UOL

12/09/2020 04h00

Lubrificar e ajustar a corrente da moto pode estar com os dias contados. Ao menos é isso que promete uma inovadora corrente, desenvolvida pela marca italiana Regina, que elimina a necessidade da lubrificação periódica.

A corrente da moto faz parte do sistema de transmissão final, também chamado de relação final. Responsável pela transferência do movimento do câmbio para a roda traseira, o sistema deve ser ajustado e lubrificado a cada 1.000 km. Além da corrente, fazem parte da relação final, a coroa traseira e o pinhão.

Como funciona

Assim como as atuais correntes seladas, sejam O-ring, X-ring ou Z-ring, a nova corrente tem um enchimento de lubrificante permanente fixado entre os roletes e os pinos, revestidos por anéis em forma de X. O que é completamente novo, entretanto, é que a rotineira "lubrificação da corrente" não é mais necessária.

Os motociclistas também ficarão livres dos ajustes da corrente. Isto é, regular a tensão de vez em quando, devido ao desgaste normal dos itens, o que gera folga e pode até mesmo causar acidente.

detalhe corrente - Divulgação - Divulgação
As buchas e os roletes são revestidos com uma espécie de diamante industrial que não se desgasta e tem baixo coeficiente de atrito
Imagem: Divulgação

Isso só foi possível com a utilização de um novo material de revestimento para os elos da corrente: carbono tetraedricamente amorfo (ta-C), também conhecido como diamante industrial. Ao contrário das superfícies de metal usadas até agora nas correntes, o diamante industrial ta-C não se desgasta. Outro benefício é que este tipo de revestimento oferece um coeficiente de atrito muito reduzido.

Graças às propriedades de lubrificação a seco e à eliminação do desgaste, a corrente oferece conforto equivalente ao de uma moto com transmissão por eixo-cardã, ao menos no que diz respeito a manutenção.

Isso sem falar que o trabalho de limpeza, inevitável com uma corrente convencional devido a respingos de lubrificante, também será dispensado. Além do conforto para o motociclista, a corrente livre de manutenção reduz o impacto ambiental, pois não gasta água e outros produtos para ser limpa e nem pinga óleo.

Quanto dura?

O inovador processo de revestimento foi desenvolvido pelos engenheiros da Regina, na fábrica da empresa na Itália. Os testes de laboratório e de rua demonstraram que a nova corrente tem vida útil equivalente, senão maior, do que uma corrente selada convencional regularmente lubrificada.

Segundo a Regina, o conjunto de transmissão com corrente de alta performance e durabilidade não precisa de pinhão e coroa dentada revestida com o diamante industrial. O que reduz o custo.

As novas correntes chegam ao mercado de reposição a partir de janeiro de 2021. Mas, já estão disponíveis como itens de série para os modelos BMW S 1000 RR e S 1000 XR, na Europa. A fábrica alemã também venderá o componente como acessório e promete equipar outras motos com a tecnologia. Tomara que outras fábricas sigam o mesmo caminho. Nós, motociclistas, agradecemos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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