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CPFL Energia registra queda de 19,4% no lucro do 2º tri por pandemia

Efeitos da pandemia derrubaram o lucro da CPFL, segundo reporte da empresa - Amit Dave
Efeitos da pandemia derrubaram o lucro da CPFL, segundo reporte da empresa Imagem: Amit Dave

Roberto Samora

Da Reuters, em São Paulo

14/08/2020 08h27

SÃO PAULO (Reuters) - A CPFL Energia reportou recuo de 19,4% no lucro líquido do segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para 462 milhões de reais, devido aos efeitos da pandemia de coronavírus, conforme relatório publicado na noite de quinta-feira.

O resultado operacional medido pelo Ebitda caiu também quase 20%, para 1,2 bilhão de reais, disse a empresa.

"Quanto aos resultados do segundo trimestre, no âmbito operacional, as vendas de energia elétrica na área de concessão de nossas distribuidoras totalizaram 14.955 GWh, uma redução de 10,1%", observou o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella.

A classe residencial registrou aumento de 1%, essencialmente pelo isolamento social provocado pela Covid-19 e o novo hábito de trabalho, o home office, mas "a classe industrial teve queda de 17,7%, principalmente em decorrência da pandemia, que afetou drasticamente a produção industrial no Brasil", acrescentou Estrella.

Na classe comercial, a elétrica teve redução de 19,1%, principalmente ocasionada pelo fechamento obrigatório de estabelecimentos em função da Covid-19.

O endividamento se manteve em 2,29 vezes, inferior aos limites contratuais de 3,75 vezes, disse o presidente, ressaltando que a companhia conseguiu "preservar a liquidez com captação de recursos a taxas bastante atrativas".

"Mesmo neste período desafiador, destaco que seguimos trabalhando em iniciativas de valor e em nosso plano de investimentos. Neste 2T20, investimos 648 milhões de reais, um aumento de 24,3% em relação a 2019", comentou.

Ele disse que a empresa também aprovou o pagamento do dividendos referente ao resultado do exercício de 2019, com "payout ratio" de 80%, que será pago até o fim do ano de 2020.

"Reforçamos que daremos continuidade ao balanceamento entre crescimento e yield e que nossa política de pagamento de dividendos permanece com o mínimo de 50%."

(Por Roberto Samora)

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