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Governo de SP estima que Estado pode chegar a 23 mil mortos por Covid-19 em 15 de julho

02/07/2020 13h18

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O Estado de São Paulo deve chegar ao dia 15 de julho com até 23 mil mortes acumuladas por Covid-19 e até 470 mil casos confirmados da doença, disse nesta quinta-feira o secretário de Saúde paulista, José Henrique Germann.

De acordo com estimativas de autoridades de saúde do Estado, a expectativa é que o número de óbitos causados pela doença respiratória provocada pelo novo coronavírus em São Paulo fique entre 18 mil e 23 mil.

Já para o número de casos, disse Germann em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, a projeção é que chegue à metade do mês com entre 335 mil e 470 mil diagnósticos acumulados de Covid-19.

Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado, São Paulo tinha até a quarta-feira 302.179 casos confirmados da doença --um acréscimo diário de 12.244 novos casos, o segundo maior registrado desde o início da pandemia e que perde somente para o dia 19 de junho, quando as novas infecções somaram 19.030 devido a um represamento de registros provocado por um problema técnico que atrapalhou as notificações em dias anteriores.

O Estado tem ainda, também de acordo com a secretaria, 15.351 mortes causadas pela Covid-19, um acréscimo diário de 321 novos óbitos.

COMÉRCIO

Também na entrevista coletiva desta quinta, o governo paulista anunciou que os estabelecimentos comerciais de cidades que estão na segunda fase do plano de flexibilização da quarentena e de reabertura da economia poderão optar entre funcionar por quatro horas por dia --como determina o protocolo atual-- ou operar por seis horas seguidas durante quatro dias da semana, permanecendo fechado os outros três dias.

"Para os municípios e regiões que estão na Fase Laranja, que é a fase de controle, nós fizemos a avaliação da operação que existe hoje, recomendada de quatro horas, com o funcionamento de 20% da capacidade e o ponto que o Centro de Contingêcia colocou como opcional seria o funcionamento por seis horas durante quatro dias úteis. Então operando quatro dias, fechando três dias, funcionamento de seis horas", disse a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patrícia Ellen.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, a mudança foi sugerida pelos prefeitos ao governo estadual e acatada pelo Centro de Contingência do Coronavírus do Estado.

Vinholi disse ainda que na sexta-feira o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciará quais serão os protocolos a serem adotados por salões de beleza, academias de ginástica, teatros, cinemas e salas de espetáculo quando esses estabelecimentos puderem retomar suas atividades. Já na próxima terça-feira, serão anunciados os protocolos para parques e eventos.

(Por Eduardo Simões)

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