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Coronavírus: barreiras impedem Wuhan de voltar à normalidade

Imagem aérea das ruas de Wuhan, na China - STR/AFP
Imagem aérea das ruas de Wuhan, na China Imagem: STR/AFP

02/04/2020 13h43

"Está claro que o ambiente não é muito agradável", afirmou uma mulher vestida com capa, máscara, luvas e uma viseira protetora. Apesar da suspensão progressiva do confinamento, várias barreiras de plástico impedem a passagem na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da epidemia de coronavírus.

A cidade de 11 milhões de habitantes foi confinada em 23 de fevereiro para tentar conter a propagação do coronavírus no país mais populoso do planeta.

As restrições estão sendo retiradas pouco a pouco, mas as barreiras de plástico amarelo, ou azul, permanecem - um sinal de que a normalidade ainda não foi recuperada.

Erguidas para canalizar a passagem de pessoas e limitar seu número, as barreiras se tornaram um desafio para muitos habitantes de Wuhan.

Elas medem cerca de 1,8 metro de altura e são altas demais para se passar por cima. Muitos aproveitam quando ninguém está olhando para passar por baixo, ou se esgueirar em qualquer brecha.

Na rua Xangai, um homem consegue se esgueirar pela estreita abertura entre a fachada de um prédio e uma barreira. Do outro lado, uma mulher com uma sacola cheia de compras o ajuda a passar, levantando um pedaço de plástico em sua direção.

Os guardas sentados perto observam o que acontece sem reagir.

De quatro, um homem de meia idade rasteja sob a barreira, enquanto uma mulher do outro lado, que carrega uma sacola com verduras, ajuda a levantar a barreira para que ele possa passar.

Na hora do almoço, um grupo de entregadores de comida aguarda em suas motos estacionadas diante de uma pequena abertura em uma fileira de barreiras.

Logo, a mão de um funcionário de restaurante aparece pela abertura e vai entregando os pedidos a cada um deles.

"Não é muito prático. Não sei quando as coisas vão melhorar", lamenta um dos entregadores.

Com o surto sob controle, as restrições foram retiradas em Wuhan para permitir que as pessoas retornassem à cidade, mas em muitos bairros residenciais ninguém poderá sair até 8 de abril.

Em uma esquina, Wang, a mulher protegida contra o coronavírus, continua sua conversa com um amigo que está do outro lado da barreira. Ela as considera um mal menor.

"Acho que deveriam permanecer por certo tempo, porque ainda não é muito seguro", afirmou.

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