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Pompeo promete investigar se ex-embaixadora dos EUA em Kiev era vigiada

17/01/2020 19h36

Washington, 17 Jan 2020 (AFP) - O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, prometeu nesta sexta-feira (17) uma investigação para determinar se a ex-embaixadora de Washington em Kiev, destituída do cargo no ano passado e ouvida como testemunha dos democratas na investigação que levou à abertura do processo de impeachment contra Donald Trump, era vigiada pelos seguidores do presidente.

Os democratas da Câmara de Representantes publicaram nesta semana documentos que sugerem que os movimentos da diplomata Marie Yovanovitch estavam sendo observados.

Após vários dias de silêncio, Pompeo disse à imprensa que nunca soube de nenhuma vigilância sobre Yovanovitch.

"Faremos o possível para descobrir se algo aconteceu", disse a uma estação de rádio.

"Creio que será demonstrado que a maior parte do que foi relatado é falso, mas nossa obrigação, minha obrigação como secretário de Estado, é garantir que seja examinado" no contexto de uma investigação, acrescentou.

As mensagens trocadas entre Lev Parnas, parceiro de Rudy Giuliani, advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, e um candidato republicano à Câmara dos Deputados, Robert Hyde, foram reveladas nesta semana.

Essas mensagens sugerem que Hyde se comunicou com pessoas na Ucrânia que estavam monitorando os movimentos da embaixadora em março, pouco antes do retorno da diplomata a Washington, em maio, por ordem do presidente.

A Ucrânia anunciou uma investigação na quinta-feira e, no mesmo dia, o FBI visitou a casa de Hyde, segundo uma fonte não identificada citada pela CNN.

Pompeo disse que não conhece Parnas, um empresário de ascendência ucraniana.

Os democratas suspeitam que Trump queria, ao repatriar urgentemente essa diplomata experiente, deixar o campo aberto para seus aliados para que pudessem pressionar a Ucrânia.

São essas pressões que estão na raiz do processo de impeachment do presidente no Congresso.

Trump, cujo impeachment será decidido no Senado na próxima terça-feira, é acusado de ter pedido a Kiev que investigasse seu rival político democrata Joe Biden, em boa posição para enfrentá-lo nas eleições presidenciais de novembro, em troca de ajuda militar.

Durante um telefonema para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Trump falou sobre a diplomata quando ela já havia deixado Kiev. "Coisas vão acontecer com ela", declarou.

A diplomata declarou que se sentia ameaçada pelos comentários e testemunhou no Congresso como parte da investigação dos democratas. Pompeo foi criticado na época por não ter apoiado publicamente Yovanovitch.

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