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Acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza entra em vigor

Míssil israelense do sistema de defesa Iron Dome, projetado para interceptar e destruir foguetes de curto alcance e projéteis de artilharia, é visto acima da cidade de Gaza em 13 de novembro de 2019 - MAHMUD HAMS / AFP
Míssil israelense do sistema de defesa Iron Dome, projetado para interceptar e destruir foguetes de curto alcance e projéteis de artilharia, é visto acima da cidade de Gaza em 13 de novembro de 2019 Imagem: MAHMUD HAMS / AFP

Gaza, Territórios palestinos

14/11/2019 01h43

Um acordo de cessar-fogo entrou em vigor às 05h30 local (0h30 Brasília) desta quinta-feira (14) na Faixa de Gaza, revelou à AFP uma fonte egípcia e um líder do grupo armado Jihad Islâmica.

Este "acordo de cessar-fogo é consequência dos esforços do Egito" e obteve o aval das "facções palestinas, incluindo a Jihad Islâmica", destacou o responsável egípcio.

Segundo esta fonte, o acordo estipula que as facções palestinas deponham as armas na Faixa de Gaza e "mantenham a paz" nas manifestações.

Israel também deve suspender as hostilidades e "garantir um cessar-fogo" diante das manifestações dos palestinos.

Uma fonte da Jihad Islâmica confirmou o acordo à AFP.

Um oficial israelense já havia informado à AFP que o Exército suspenderia sua operação contra a Faixa de Gaza caso a Jihad Islâmica parasse com o disparo de foguetes em direção a Israel.

Horas antes do anúncio, um ataque aéreo israelense matou seis membros de uma mesma família no enclave palestino.

"Seis membros da família Abu Malhous, entre eles três menores e duas mulheres, perderam a vida em um bombardeio israelense contra a casa da família em Deir al Balah, no sul da Faixa de Gaza", informou o ministério da Saúde deste território controlado pelo movimento radical islâmico Hamas.

Com as seis vítimas, o número de mortos na região sobe a 32 desde a terça-feira, quando o Exército hebreu iniciou uma série de ataques contra membros da Jihad Islâmica, em represália ao disparo de mais de 350 foguetes da Faixa de Gaza contra Israel.

Na terça, um ataque aéreo matou o comandante da Jihad Islâmica Baha Abu al Ata e sua mulher.

O Exército hebreu acusa a Jihad Islâmica de utilizar escudos humanos para se proteger dos ataques israelenses.

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