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Eduardo bate-boca na CCJ e provoca PT: cuidado que serei eleito governador

do UOL

Do UOL, em São Paulo*

11/11/2019 22h34

Logo no início da sessão na Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) protagonizou um bate-boca com membros do PT ao relembrar a morte do prefeito Celso Daniel. A discussão aconteceu durante o começo de sua fala na CCJ na discussão da PEC que permite a prisão em segunda instância.

O deputado respondeu as críticas da deputada Érika Kokay (PT-DF), que pouco antes da fala de Eduardo, questionou onde estaria Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. "Falou anteriormente aqui a deputada que virou ré na semana passada por rachadinha. Está querendo falar de Queiroz".

Eduardo prosseguiu destacando o crime que aconteceu em 2002 que "o PT é o partido que mandou matar o Celso Daniel e todo mundo sabe disso. E agora eles querem construir a narrativa de que nós estamos aqui para prender o Lula". Indignados, alguns deputados do Partido dos Trabalhadores começaram a protestar contra a fala e ameaçaram processar o líder do PSL na Câmara.

O filho do presidente Jair Bolsonaro, então, ironizou os gritos dos opositores e fez uma provocação. "Só enche a minha bola (me processarem). Cuidado que eu vou ser eleito governador, hein. Fizeram isso com Jair Bolsonaro e não funcionou. Obrigado, PT. Quanto mais vagabundo tiver me acusando na Justiça, melhor para mim".

O deputado, no entanto, não poderia se candidatar para governador nas eleições de 2022. A Constituição estabelece no, sétimo parágrafo do artigo 14, que parentes do presidente da República em até segundo grau são inelegíveis, "salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição".

Sessão da CCJ foi marcada pelo bate-boca entre petistas e Eduardo Bolsonaro - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Sessão da CCJ foi marcada pelo bate-boca entre petistas e Eduardo Bolsonaro
Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Em seu discurso, Eduardo Bolsonaro defendeu a prisão em segunda instância por ser o melhor para a segurança dos brasileiros. O deputado ainda falou que o fato de o ex-presidente Lula estar solto o fortalece politicamente pois ressuscita o sentimento antipetista.

"Por mim, se fosse pensar politicamente, é muito melhor o Lula solto. O Lula solto vai reviver aquele sentimento antipetista que reuniu todo mundo nas ruas para tirar Dilma Rousseff, mas muito maior. Mas para mim não é interessante fazer o vale tudo pelo poder".

Por fim, Eduardo Bolsonaro disse que Lula não terá "tranquilidade para andar onde quer que seja".

Minutos após o discurso do líder do PSL, a deputada Érika Kokay (PT-DF) voltou a pedir a palavra para falar novamente sobre a morte de Celso Daniel. Érika afirmou que o assassinato do ex-prefeito já foi investigada e que já se encontraram os culpados. "Não tripudiem da dor do Partido dos Trabalhadores com a morte de Celso Daniel, não tripudie com a dor de Luiz Inácio Lula da Silva com a morte de Celso Daniel".

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