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Presidente do Iraque convida oficialmente papa Francisco a visitar o país

2019-06-20T16:06:00

20/06/2019 16h06

Bagdá, 20 jun (EFE).- O presidente do Iraque, Barham Salih, convidou oficialmente nesta quinta-feira o papa Francisco a visitar o Iraque depois de no último dia 10 o pontífice ter expressado sua vontade de viajar para este país no ano que vem para apoiar os cristãos perseguidos.

Segundo um comunicado da presidência iraquiana, Salih enviou o convite ao papa em reunião com o patriarca caldeu da Babilônia, cardeal Louis Raphaël I Sako, embora não tenha divulgado mais detalhes sobre a data.

O presidente iraquiano disse na mensagem dirigida a Francisco que sua visita "adquire uma grande importância histórica em apoiar o Iraque internacionalmente por causa das conotações e do significado que tem".

"Além disso, contribui para reforçar a coesão social entre os componentes do povo iraquiano", acrescentou Salih, que elogiou durante o encontro o importante papel dos cristãos na história do Iraque, ao contribuírem para fortalecer os laços de irmandade e divulgar os valores de cidadania e tolerância entre o povo iraquiano sem discriminação.

Sako destacou o papel do presidente Salih em apoiar os cristãos, assim como seu interesse em reforçar a união nacional no seu país.

Há dez dias, o papa Francisco expressou sua vontade de viajar para o Iraque no ano que vem, durante seu discurso para os participantes da assembleia plenária das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais.

O papa demonstrou várias vezes seu desejo de visitar esse país para apoiar os cristãos perseguidos durante todos estes anos e viajar para uma terra "que tanto sofreu", como disse no voo para o Panamá no último mês de janeiro.

Essa visita foi adiada por causa das condições de perigo no país, embora o papa tenha enviado para lá no último Natal o secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, que celebrou missa em Bagdá e visitou Qaraqosh, principal cidade da província de Ninawa, durante dois anos ocupada pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI). EFE

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