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Dez fatos sobre a vida e a carreira de Martinho da Vila

Colaboração par ao BOL

2019-02-12T08:00:00

12/02/2019 08h00

Martinho da Vila completa 81 anos nesta terça-feira (12/2/2019). Confira detalhes sobre a vida e a carreira do bamba!

  • Eduardo Anizelli/Folhapress

    Morador ilustre

    Martinho José Ferreira veio ao mundo em Duas Barras, no Rio de Janeiro. Filho dos lavradores de uma fazenda, se mudou do interior para a capital com quatro anos. Já famoso, retornou à cidade natal e foi homenageado pela prefeitura - ocasião em que também descobriu que a fazenda em que havia nascido estava à venda. Resultado? Hoje, o local pertence ao cantor

  • Marcos Pinto/BOL

    O início

    O jovem Martinho se interessou cedo pela música. O talento como compositor despontou com os trabalhos para a escola de samba Aprendizes da Boca do Mato, entre 1958 e 1964

  • Marcos Pinto/BOL

    Outra profissão

    Se, por um lado, Martinho seguia a vida no samba, por outro, conquistava o pão de cada dia com funções paralelas. Depois de ter feito um curso, conseguiu emprego como auxiliar químico industrial. Mais tarde, enquanto servia ao Exército, obteve outras formações e tornou-se escrevente e contador - funções que deixou para trás em 1970 para se dedicar à carreira como cantor profissional

  • Cristina Granato

    Conquistando o público

    Em 1967, as composições de Martinho ganharam destaque, quando ele concorreu no III Festival da Record com a música "Menina Moça". No ano seguinte, participou novamente com a canção "Casa de Bamba". Em 1969, lançou-se como cantor profissional com o LP intitulado "Martinho da Vila"

  • Anderson Borde/AgNews

    Um marco

    Martinho da Vila foi o primeiro sambista a bater a marca de um milhão de cópias vendidas com o CD "Tá Delícia, Tá Gostoso", de 1995. Porém esse não foi o único marco do cantor, que também já recebeu honrarias como Cidadão Carioca, Cidadão benemérito do Estado do Rio de Janeiro, Comendador da República em grau de oficial, a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, além das comendas mineiras Tiradentes e JK

  • Divulgação

    Vila Isabel

    Se, lá no início, Martinho engrenou na vida de sambista na escola de samba Aprendizes da Boca do Mato - como ritmista, passista, compositor, puxador de samba enredo, presidente de ala e administrador -, foi na Vila Isabel que ele se consagrou e deixou-se apaixonar de vez pelo Carnaval e seu universo. Aliás, foi por conta da escola que Martinho passou a ser denominado "da Vila". Presidente de honra, ele faz parte do time que está à frente da agremiação

  • Anderson Borde/AgNews

    Identidade negra

    Depois de realizar uma turnê por Angola em 1972, Martinho passou a se interessar cada vez mais pelas conexões entre as histórias e culturas africanas e afro-brasileiras. Com isso, começou também a se engajar na luta pela representação e afirmação da identidade negra e defesa da igualdade racial. Isso pode ser visto nas letras de suas canções e também nos livros de sua autoria. Em 1980, o cantor passou a organizar shows de artistas brasileiros em Angola e trouxe também artistas de lá para cá, em especial para o show Canto Livre de Angola, de 1983

  • Cristina Granato

    Família

    Martinho já era pai de seis filhos, de três relacionamento anteriores, e permanecia solteiro, como um bom boêmio, até conhecer Cléo, com quem está casado há 25 anos e tem outros dois filhos. A esposa, Clediomar Corrêa Liscano, é 33 anos mais jovem que ele e a quem Martinho chama carinhosamente de Preta Pretinha. Os dois subiram ao altar em 1993. Em junho de 2018, comemoraram bodas de prata. O cantor, então com 80 anos, e a esposa, com 46, celebraram os 25 anos de união (foto) no teatro Clara Nunes, no Rio. Eles usaram as mesmas roupas que vestiram no dia do casamento. Leia mais

  • Divulgação

    Mart'nália

    Martinho é um grande incentivador dos filhos. Além de integrá-los à sua banda, é constantemente visto dando força para a carreira de Mart'nália. Em fevereiro do ano passado, enquanto o pai era homenageado na Unidos do Peruche, a cantora foi entrevistada pela repórter Patricia Falcoski na transmissão ao vivo da Globo e passou por uma gafe: "Vou dizer que eu tive que correr para chegar até aqui, mas valeu a pena. E como é essa emoção de homenagear um amigo tão querido que é o Martinho da Vila?", perguntou a profissional, que se esqueceu do laço sanguíneo entre os dois artistas. Mart'nália, sempre bem-humorada, retrucou divertindo o âncora do jornal, Chico Pinheiro: "Amigo, não. Meu pai!"

  • Marcos Pinto/BOL

    Letra diversa

    Em maio de 2018, Martinho da Vila ficou sabendo da teoria divulgada pela youtuber Jout Jout que afirma que a música "Mulheres", imortalizada na voz do cantor e cuja composição é assinada por Toninho Geraes, na verdade, representaria o discurso de um homem gay para o seu parceiro. Ao conversar com o Extra sobre o assunto, Martinho revelou que ouviu brincadeiras de alguns amigos sobre essa questão em 1995, quando lançou a música e que também ouviu comentários de casais homossexuais, que, inclusive, o abordaram para dizer que se casaram ao som da canção. "A poesia é para ser interpretada. É como um quadro de arte: cada um vê de um jeito. Acho bem legal essa nova leitura. Não pensei nessa interpretação quando gravei a música, mas acho bem bacana"

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