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Cinco histórias secundárias de "Órfãos da Terra" que renderiam outra novela

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Ali sonha que está se casando com Sara em "Órfãos da Terra" Imagem: Reprodução/Globo
do UOL

Guilherme Machado

Do UOL, em São Paulo

2019-06-01T04:00:00

01/06/2019 04h00

"Órfãos da Terra" vem sendo elogiada com uma trama de vingança da vilã Dalila (Alice Wegmann) contra os mocinhos Laila (Júlia Dalavia) e Jamil (Renato Góes), ao mesmo tempo em que emociona ao trazer à tona o drama vivido por refugiados. Mas não é só a história principal do novela das 18h que chama a atenção.

As tramas paralelas estão recheadas de conflitos interessantes, que divertem, chocam e tocam com um texto afiado e bons personagens. É como se existem diversas novelas dentro de uma. O UOL lista cinco histórias secundárias de "Órfãos da Terra" que renderiam uma novela:

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    Romeu e Julieta

    Um dos núcleos mais comentados -- e engraçados -- de "Órfãos da Terra" gira em torno de duas famílias, uma judia e outra árabe. Sara (Verônica Debom), da primeira família, se apaixona por Ali (Mouhamed Harfouch). Com medo de ser rejeitada por ele, por conta de sua religião e raízes culturais, ela cria uma identidade secreta para se aproximar dele. Entretanto, Ali descobre a verdade e os dois se separam. Nesse meio tempo, o avô do rapaz traz uma jovem árabe, Latifa (Luana Martau), para se casar com ele.

    Como uma espécie de sitcom, a trama trata do conflito entre judeus e muçulmanos de forma leve. Como ressaltou o crítico do UOL Mauricio Stycer, o núcleo é reforçado por atrizes que saíram do "Tá no Ar", além de veteranos da TV, que dão um tempero especial à história, que diverte sem cansar. Leia mais

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    Sequelas da guerra

    Um dos dramas mais complexos de "Órfãos da Terra" envolve a melhor amiga de Laila, Marie (Eli Ferreira). Ela morava na República Democrática do Congo com o marido e o filho, mas tudo mudou por conta da guerra civil no país. O marido de Marie morreu e seu filho, Martin (Max Lima), foi obrigado a ajudar na guerra. Achando que o filho estava morto, ela partiu rumo ao Brasil. Eis que um dia Martin surge vivo no Brasil, mas com profundos traumas psicológicos por conta da guerra e com dificuldades em se relacionar com as pessoas.

    Com forte carga dramática, a história traz outras facetas sobre o drama dos refugiados, além de discutir de forma cuidadosa os impactos que a guerra tem sobre os convocados e suas famílias.

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    Médico trabalha como recepcionista

    Faruq (Eduardo Mossri) perdeu sua família e tudo que tinha na guerra da Síria, e veio para o Brasil para tentar uma nova vida. Médico respeitado em sua terra natal, ele se vê uma situação desesperadora por não conseguir validar seu diploma no novo lar. Por isso, acaba trabalhando como recepcionista em um hospital e luta para passar no exame que lhe dará o direito de exercer a profissão. Ao mesmo tempo, ele e Letícia (Paula Burlamaqui) têm um envolvimento, mas a médica fica assustada com o estilo mais conservador do sírio.

    Mais que um casal romântico interessante, o público consegue entrar de cabeça nas frustrações de Faruq, que vê seu prestígio questionado por ter sido obrigado a sair de seu país, levando os espectadores a se comoverem e se frustrarem junto com ele.

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    Um triângulo sem culpados

    Missade (Ana Cecília Costa) e Elias (Marco Ricca) foram durante anos um casal feliz. Tudo mudou com a guerra na Síria, quando eles perderam tudo, inclusive seu filho mais novo, Kháled (Rodrigo Vidal) e precisaram fugir para o Brasil. Elias se adaptou relativamente rápido aos costumes locais, mas Missade, não. Ela sente falta de quase tudo em sua terra, e sua tristeza parecia não ter fim. Cada vez mais, o casal foi se afastando, e foi então que o pior aconteceu: Elias se apaixonou por Helena (Carol Castro), uma psicóloga, e traiu Missade com ela, o que foi descoberto por Laila.

    É um triângulo amoroso bastante clássico de novelas, mas com nuances interessantes que conseguem fazer com que a história fuja da mesmice. Não há culpados, certos ou errados, mas sim uma mistura de sentimentos humanos bastante verossímel, sem exagerados.

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    A filha perdida

    Aline (Simone Gutierrez) e Caetano (Glicério do Rosário) têm uma vida feliz e dois filhos. Porém, Aline sempre quis ter uma menina, e o casal decidiu fazer um tratamento para ter uma filha. A menina nasceu, mas morreu pouco depois do parto. Isso deixou a mãe em uma forte depressão, e ela começou a se afastar dos outros dois filhos, Benjamin (Filipe Bragança) e Artuzinho (Rafael Sun). Agora, ela pensa em adotar uma menina.

    Outro conflito familiar rico e tocante, a trama também se destaca pela interpretação de Simone, até então muito associada a papéis cômicos na TV, em uma performance delicada e emocionante.

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