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El Diablo e Capetinha: a origem dos apelidos de 15 craques do futebol

El Diablo, Capetinha e Animal: eles infernizavam a vida dos zagueiros - Montagem BOL / Associated Press / Folhapress / Folhapress
El Diablo, Capetinha e Animal: eles infernizavam a vida dos zagueiros Imagem: Montagem BOL / Associated Press / Folhapress / Folhapress

Do BOL, em São Paulo

21/02/2019 23h45

Patada Atômica e Canhão da Vila, El Diablo e Capetinha, Herói de Berlim e Galinho de Quintino: parecem nomes de duplas sertanejas, mas são alguns dos apelidos de grandes nomes da história do futebol.

Confira na lista abaixo como Edmundo virou o "Animal", Garrincha inspirou poetas e Leônidas da Silva virou até nome de chocolate famoso. 

  • Folhapress

    Animal

    O narrador Osmar Santos era um dos maiores nomes do rádio nos anos 80 e início dos anos 90, sobretudo quando Edmundo começava a brilhar com a camisa do Palmeiras, em 1993. Osmar sempre elegia o "animal" da partida, ou seja, o craque que mais brilhou em campo. De tanto eleger Edmundo como o "animal", o apelido acabou pegando entre os palmeirenses, que idolatravam o camisa 7.

  • Reprodução / Trivela/UOL

    Anjo das Pernas Tortas

    Muitos foram os apelidos de Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, então vamos por "dibres", opa... quer dizer... por partes! "Garrincha" foi um apelido dado a Mané ainda na infância por seus irmãos, inspirado em um passarinho feio e veloz, muito comum em Magé, município fluminense onde o craque nasceu.

    Por seus dribles desconcertantes, gols históricos e títulos pelo Botafogo e seleção brasileira, Garrincha ganhou o justo apelido de "Alegria do Povo" na crônica esportiva. Pelo fato de ter as pernas tortas, o jogador foi apelidado também de "Anjo das Pernas Tortas". Muito se discute quem lhe deu esse apelido. Há quem diga que foi o escritor Nelson Rodrigues, outros citam o poeta Carlos Drummond de Andrade, mas o fato é que o apelido foi marcado na história por outro poeta, Vinícius de Moraes, que criou um poema em homenagem ao jogador com a dita alcunha.

  • Folhapress

    Canhão da Vila

    A história mostra: qualquer jogador de futebol que tenha um chute muito forte tem grandes chances de ganhar um apelido maneiro! O meia-atacante Rivellino, ídolo do Corinthians e da seleção brasileira, foi chamado de "Patada Atômica" pela torcida mexicana quando se destacou na Copa do Mundo de 1970, realizada naquele país (há quem diga que o apelido foi dado pelo locutor Waldyr Amaral).

    Já o atacante italiano Gigi Riva, ídolo do Cagliari com 156 gols no Campeonato Italiano e também muito famoso por causa de seus chutes poderosos de perna canhota, era chamado de "Rombo di Tuono" ("Ronco de Trovão").

    Mas nenhum fez tantos gols quanto Pepe, o "Canhão da Vila". O santista costuma brincar em entrevistas dizendo que é o maior artilheiro "humano" da história do Santos. Com 405 gols pelo clube da Vila Belmiro, Pepe só perde para Pelé no número de gols, já que o "Rei do Futebol" tem 1091 gols pelo alvinegro praiano. Na imagem, os santistas Pagão, Pelé e Pepe posam para foto.

  • Moacyr Lopes Junior/Folhapress

    Capetinha

    Campeão por Palmeiras, Corinthians e Flamengo, o atacante Edilson sempre se destacou por sua irreverência dentro e fora de campo. Ele ganhou o apelido de "Capetinha" do apresentador Roberto Avallone, por "infernizar" as defesas adversárias.

  • Associated Press

    Diablo

    Nos anos 90, a Bolívia teve seu "deus do futebol", apesar do apelido do meia Marco Etcheverry ser "El Diablo" ("O Diabo"). Com sua canhota habilidosa, o jogador ajudou a seleção de seu país a fazer história.

    No dia 25 de julho de 1993, a Bolívia venceu o Brasil por 2 a 0 em La Paz, naquela que foi a primeira derrota da seleção brasileira em uma partida de Eliminatórias da Copa do Mundo (detalhe: a Bolívia já havia vencido a Venezuela por 7 a 1 na primeira partida das Eliminatórias).

    Mas após ajudar a Bolívia se classificar para a Copa do Mundo de 1994, El Diablo foi do céu ao inferno no Mundial realizado nos Estados Unidos. O jogador chegou ao torneio se recuperando de uma lesão, e só entrou aos 30 minutos da partida contra a Alemanha. No entanto, Etcheverry agrediu o volante alemão Lothar Matthäus após uma falta não marcada e foi expulso em menos de 5 minutos em campo.

    Na Copa América de 1997, Etcheverry conseguiu sua redenção, levando a Bolívia à final do torneio, mas os bolivianos, dessa vez, não foram páreos para o Brasil e acabaram derrotados por 3 a 1. Desde então, por mais irônico que isso possa soar, a torcida boliviana reza para que um novo "Diabo" nasça no país.

  • Montagem BOL / Eduardo Knapp/Folhapress / Reprodução

    Diamante Negro

    Jogador lendário das décadas de 30 e 40, Leônidas da Silva é tido como o inventor da "bicicleta" no futebol (ou pelo menos, quem popularizou a jogada). Jogador de grande destaque pelo São Paulo, Leônidas também atuou no futebol carioca, por Botafogo, Vasco e Flamengo. Por sua habilidade em campo, a revista francesa Paris Match apelidou o craque de "Diamante Negro".

    Anos depois, a empresa de chocolate Lacta criou um produto em homenagem com o apelido do jogador.

  • Nascimento/Acervo UH/Folhapress

    Divino

    Considerado um dos maiores jogadores da história do Palmeiras, Ademir da Guia brilhou no meio de campo do Verdão nas décadas de 60 e 70. Por causa de sua classe e habilidade com a bola nos pés, o apelido "Divino" lhe caiu bem. Mas é bom lembrar que o apelido veio por causa do pai, Domingos da Guia, zagueiro que jogou no Corinthians e Flamengo e já era chamado de "Divino Mestre" pela crônica esportiva nos anos 40.

  • Acervo UH/Folhapress

    Enciclopédia do Futebol

    Talvez o maior ídolo da história do Botafogo ao lado de Garrincha, o lateral Nilton Santos é considerado um revolucionário no esporte. O jogador redefiniu a posição em que atuava, passando a ser um dos primeiros laterais que subiam ao ataque. Por ser um jogador completo e entender tudo de futebol, o craque do Botafogo e bicampeão com a seleção brasileira era conhecido como "Enciclopédia do Futebol".

  • Reprodução / DigiSport

    Fenômeno

    Após ter jogado de forma brilhante uma temporada e meia pelo Barcelona, Ronaldo chegou à Inter de Milão, da Itália, com status de estrela. O craque marcou 19 gols em 14 jogos no restante do ano de 1997, conquistando pela segunda vez o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa.

    Diante de tamanha habilidade e faro de gol, a imprensa italiana deu o apelido de "Fenômeno" para o atacante brasileiro. No entanto, foi a capacidade do jogador superar duas graves lesões no joelho enquanto jogava pela Inter que fez o apelido "pegar" de vez. Ronaldo deu a volta por cima em 2002, conquistando a Copa do Mundo pela seleção brasileira.

  • Antonio Gaudério/Folha Imagem

    Filho do Vento

    Por causa de sua velocidade, o atacante Euller, que se destacou pelo Palmeiras no fim dos anos 90, ganhou o apelido de "Filho do Vento" do narrador Milton Naves, da Rádio Itatiaia, quando começou a carreira, no América Mineiro.

  • AFP

    Folha Seca

    Craque com passagens por Fluminense, Botafogo, Real Madrid e bicampeão com a seleção brasileira, o meia Waldir Perreira, o Didi, tinha muitos apelidos por causa de sua classe e elegância no trato com a bola. O dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, um fanático torcedor do Flu, chamava o jogador de "Príncipe Etíope".

    Didi também foi chamado de "Mr. Football"("Senhor Futebol") pela imprensa europeia após a Copa do Mundo de 1958, vencida pelo Brasil. Mas o craque é mais conhecido mesmo como "Folha Seca", por causa de sua forma característica de bater faltas, chutando a bola com a parte externa do pé, dando um efeito surpreendente, fazendo a bola cair rapidamente em curva.

  • AFP

    Herói de Berlim

    O zagueiro Marco Materazzi virou o "Herói de Berlim" para a imprensa italiana após ser o protagonista da final da Copa do Mundo de 2006, quando a Itália bateu a França nos pênaltis após empate de 1 a 1.

    Além de ser o autor do gol de empate, Materazzi foi quem provocou a expulsão do melhor jogador adversário, o meia Zinedine Zidane (o craque francês deu uma cabeçada no peito do jogador italiano após ouvir insultos sobre sua irmã). Pra coroar sua participação na conquista do tetra da Itália, Materazzi ainda anotou um gol na disputa de pênaltis.

    Vale lembra que o zagueiro italiano já era chamado de "Matrix" pelos torcedores italianos, devido à violência empregada em suas jogadas dentro de campo. Tal como nos filmes da franquia de sucesso, o jogador era adepto de chutes na altura no pescoço dos rivais, "carrinhos" desleais e outras jogadas que mais pareciam golpes de artes marciais.

    Não à toa, Materazzi recebeu 140 cartões amarelos e 15 vermelhos na carreira. Não deixa de ser uma ironia que um jogador com esse histórico tenha sido o responsável pela expulsão de Zidane em uma final de Copa, um jogador genial que tratava a bola como poucos...

  • Jorge Araújo / Folhapress

    Galinho de Quintino

    Nascido em Quintino, bairro do subúrbio carioca, Arthur Antunes Coimbra tem dois apelidos. Além do apelido de infância (Zico), o maior ídolo da história do Flamengo também é conhecido como Galinho de Quintino.

    O craque afirma que quem lhe deu esse apelido, quando começou a jogar futebol, foi o narrador Waldir Amaral, por causa de Zico ser cabeludo e correr muito em campo, como um "galinho".

  • Folha Imagem

    Rabo de Cavalo Divino

    Para quem é considerado um dos maiores craques italianos de todos os tempos, é no mínimo comovente que Roberto Baggio seja mais lembrado por um pênalti perdido em uma final de Copa do Mundo (contra o Brasil, em 1994) do que por seus golaços e jogadas geniais.

    Sua alta capacidade técnica lhe valeu um prêmio de Melhor Jogador do Mundo da FIFA, em 1993, e um apelido um tanto bizarro na crônica italiana: "Rabo de Cavalo Divino" ("Codino Divino"), em uma alusão ao seu característico corte de cabelo.

  • Folhapress

    Rei das Pedaladas

    Magrinho e habilidoso, o atacante Robinho despontou no Santos em 2002 com dribles rápidos e desconcertantes. Que o diga o lateral corintiano Rogério, responsável por marcar o craque em um dos lances mais memoráveis da história recente do Brasileirão. Robinho pedalou sete vezes pra cima do corintiano, até sofrer o pênalti que praticamente garantiu o título do Campeonato Brasileiro de 2002 para o Santos. A partir dali o santista ficou conhecido como "Rei das Pedaladas".

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