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Famosos pedem reabertura de caso de jovem negro morto pela polícia em 2010

Um grupo de celebridades que inclui Rihanna, Jay-Z e Kerry Washington pediu reabertura de caso de violência policial - Mike Segar/Reuters
Um grupo de celebridades que inclui Rihanna, Jay-Z e Kerry Washington pediu reabertura de caso de violência policial Imagem: Mike Segar/Reuters
do UOL

Do UOL, em São Paulo

15/07/2020 15h10Atualizada em 15/07/2020 16h02

Um grupo de celebridades que inclui Rihanna, Jay-Z, Pharrell Williams e Kerry Washington, dentre outros, requisitou na última segunda-feira (13) que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos volte a investigar a morte de Danroy Henry, universitário negro assassinado por um policial branco em 2010. As informações são do site Page Six.

Na noite de seu assassinato, Henry estava desarmado quando foi abordado por um policial, o oficial Aaron Hess, de Pleasantville. De acordo com advogado da família, a vítima estava dirigindo devagar quando Hess atacou o carro e disparou contra o para-brisa, matando Henry e ferindo seu amigo.

Já o oficial alega que parou na frente do carro de Henry, que seguiu acelerando. Outro policial que estava presente naquela noite, Ronald Beckley, afirmou que Hess foi o agressor. Beckley relata que até tentou atirar nele para impedi-lo — sua declaração foi alterada mais tarde.

O processo civil alegou que dois outros policiais puxaram o universitário gravemente ferido de seu carro, o algemaram e o deixaram no chão para sangrar até a morte. Um grande júri se recusou a indiciar Hess em 2011, e a Procuradoria dos EUA disse em 2015 que não moveria acusações federais contra o policial.

Na carta que pede a reabertura do caso, assinada por Rihanna, Jay-Z, Pharrell Williams, Charlize Theron, Taraji Henson, Odell Beckham Jr., Michael Williams, Kerry Washington, Mary J. Blige e Gabrielle Union, os artistas afirmam que toda a situação "cheira a conflito de interesses local, preconceito racial e até falso testemunho. Justiça parece ter sido negada".

O documento, enviado ao procurador-geral dos EUA, William Barr, pede ao Departamento de Justiça que investigue uma possível má conduta policial aliada a racismo.

"Caso tenha sido — forneça a justiça que restaura o nome e a reputação desse jovem, enquanto dá esperança a outros jovens negros que são iguais a ele e estão desesperados por mudanças."

A situação volta a ser discutida após uma série de protestos antirracistas ao redor do mundo, motivados pelo assassinato de vítimas como George Floyd e Breonna Taylor, negros mortos pela polícia dos Estados Unidos.

De acordo com diversos estudos nos últimos anos, incluindo um publicado em junho por pesquisadores de Harvard, os negros são três vezes mais propensos que os brancos a serem mortos pela polícia nos EUA.

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