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1 mês

Presidente de El Salvador denuncia 'atos de terrorismo' contra consulado móvel nos EUA

19/09/2021 17h10

San Salvador, 19 Set 2021 (AFP) - O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, denunciou neste domingo "atos de terrorismo" contra uma unidade móvel de atendimento consular de El Salvador incendiada em Long Island, Nova York.

"São atos de terrorismo", afirmou Bukele no Twitter, mostrando fotos do veículo publicadas na rede social por Wendy Clavijo, secretária de Salvadorenhos no Exterior, do partido governista Novas Ideias.

Wendy culpou "supostos militantes" dos partidos de oposição Aliança Republicana Nacionalista (Arena, direita) e Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN, esquerda). Ambos os partidos, que governaram El Salvador entre 1989 e 2019, foram afastados por Bukele quando ele ganhou as eleições presidenciais de 2019.

"Neste dia, às 5h, supostos apoiadores da ARENA e da FMLN foram até o consulado de Long Island para praticar atos de vandalismo", afirmou Wendy. O presidente Bukele compartilhou a mensagem e acrescentou que "estão desesperados para retomar o poder e não importa o que tiverem que fazer para consegui-lo".

O Ministério das Relações Exteriores de El Salvador expressou que condena "da forma mais enérgica o atentado terrorista realizado nesta madrugada contra o consulado de El Salvador em Long Island".

"Segundo relatórios preliminares, um grupo de pessoas queimou o veículo usado em consulados móveis, que têm como objetivo principal aproximar os serviços da comunidade que reside em áreas afastadas e em cidades distantes da sede consular", assinalou o ministério.

O governo salvadorenho solicitou às autoridades competentes que realizem uma "investigação exaustiva" para levar à Justiça os responsáveis materiais e intelectuais pela destruição do veículo. O governo anunciou que irá negociar com autoridades americanas o reforço da segurança das sedes diplomáticas e consulares salvadorenhas nos Estados Unidos.

Dois milhões e meio dos 3 milhões de salvadorenhos no exterior vivem nos Estados Unidos. Com suas remessas de dinheiro, eles apoiam a economia dolarizada há duas décadas.

Em 2020, as remessas somaram 5,9 bilhões de dólares, o equivalente a 22% do PIB, segundo relatórios oficiais.

cmm/mr/lb

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