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1 mês

Covid-19 continua crescendo na África, que vacinou apenas 0,79% da população

17/06/2021 19h34

Nairóbi, 17 jun (EFE).- Os casos de covid-19 na África estão aumentando a um ritmo superior a 20% por semana à medida que a terceira onda se intensifica no continente, onde apenas 0,79% da população foi totalmente vacinada, informaram nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Africana (UA).

As infecções aumentaram para mais de 116,5 mil na semana encerrada no último dia 13, em comparação com quase 91 mil casos na semana anterior, após um mês de aumento progressivo que fez com que a marca de 5 milhões fosse ultrapassada no último final de semana.

Em 22 países, quase 40% das 54 nações soberanas da África, os casos aumentaram em mais de 20% na semana que terminou no último dia 13.

Os novos casos registrados semanalmente na África ultrapassaram a metade do pico da segunda onda da doença, que era de mais de 224 mil infecções semanais no início de janeiro de 2021.

"A África se encontra no meio de uma terceira onda", advertiu o diretor regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, em uma conferência de imprensa virtual, na qual pediu uma "ação urgente".

"Vimos na Índia e em outros lugares como a covid-19 pode se recuperar rapidamente e sobrecarregar os sistemas de saúde. Portanto, as medidas de saúde pública devem ser ampliadas rapidamente para encontrar, testar, isolar e cuidar desses pacientes e rastrear rapidamente seus contatos", enfatizou Moeti.

Entre outros fatores, a falta de cumprimento das medidas de prevenção impulsionou o novo aumento, que coincide com um clima sazonal mais frio na África Austral e a propagação de variantes mais contagiosas.

MENOS DE 1% DA POPULAÇÃO AFRICANA VACINADA

O aumento de casos é simultâneo à falta de vacinas em um continente de cerca de 1,3 bilhão de habitantes e no qual apenas 0,79% da população recebeu o esquema de vacinação completo, informou hoje o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África), John Nkengasong, em outra conferência de imprensa virtual.

Até o momento, a região recebeu 59,9 milhões de doses, das quais 42,1 milhões foram injetadas, de acordo com o CDC África.

Nesse sentido, Nkengasong comemorou a decisão anunciada no último domingo pelo G7 - grupo das economias mais desenvolvidas do mundo - de doar mais de um bilhão de vacinas contra a covid-19 para países em desenvolvimento entre 2021 e 2022.

Mas o diretor lembrou que "essas vacinas ainda não chegaram e esperamos que cheguem logo".

Embora, segundo a OMS, o ritmo de vacinação no continente esteja melhorando, com 5 milhões de doses administradas nos últimos cinco dias, em comparação com uma média de 3,5 milhões semanais nas últimas três semanas, a África precisa dessas vacinas mais do que nunca.

A meta da UA é vacinar pelo menos 60% da população do continente (cerca de 750 milhões de pessoas ou todos os adultos) até o final de 2022.

No momento, a África registrou mais de 5,1 milhões de casos de covid-19 (2,9% do total mundial) e mais de 136 mil mortes (3,6% do total mundial), o que representa uma taxa de mortalidade de 2,7%, superior a média global, de acordo com os últimos dados oficiais.

Por outro lado, a OMS confirmou hoje que a Tanzânia está em processo de requerer a sua entrada no programa Covax para a aquisição equitativa de vacinas contra a covid-19, uma medida do país para corrigir as medidas negativas impostas pelo falecido ex-presidente John Magufuli.

"Não tenho conhecimento de nenhuma condição imposta (para a entrada na Covax), mas encorajamos fortemente o país a compartilhar informações", disse Moeti.

A Tanzânia não publica nenhum dado oficial da pandemia desde abril de 2020 - que deixou as infecções estagnadas em 509, das quais 21 terminaram em óbitos -, já que Magufuli garantiu que Deus protegeria seus cidadãos do coronavírus.

A nova presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, anunciou recentemente a criação de um comitê consultivo para combater a covid-19.

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