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Evo Morales reconhece derrota de seu partido em regiões que tiveram 2º turno

13/04/2021 01h54

La Paz, 12 abr (EFE).- O ex-presidente da Bolívia Evo Morales reconheceu nesta segunda-feira a derrota de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), em pelo menos três das quatro regiões - La Paz, Chuquisaca, Tarija e Pando - que no último domingo (11) foram às urnas para o segundo turno da eleição de seus governadores.

Durante a comemoração de um aniversário sindical na região do Trópico de Cochabamba, seu principal reduto político, Morales afirmou que os resultados eleitorais "deixaram muito a desejar" para a legenda e que espera "que talvez em uma possa vencer", mas acredita que "perdeu nos quatro departamentos".

Os resultados eleitorais forçaram uma "reunião de emergência" para avaliar "por que, o que aconteceu e o que precisa ser feito", disse o ex-presidente.

Morales lembrou que o mapa político regional se assemelha ao de 2005, ano em que os governadores departamentais foram eleitos pela primeira vez e quando o MAS ganhou três de nove disputas eleitorais.

Entretanto, o ex-presidente, que também foi o chefe de campanha de seu partido nas eleições regionais deste ano, lembrou que, "com união", o MAS conseguiu se recuperar no pleito seguinte, quando "não houve luta interna".

As projeções baseadas em dados oficiais apontam a vitória, em La Paz, de Santos Quispe, da aliança Jallalla, sobre Franklin Flores do MAS. Ex-filiado ao partido governista, Damián Condori, agora do Chuquisaca Somos Todos, venceu Juan León, do MAS, em Chuquisaca. Óscar Montes, do Unidos Por Tarija, derrotou Álvaro Ruiz, do MAS, em Tarija; e outro ex-membro da legenda de Morales, Regis Richter, do Movimento Terceiro Sistema (MTS), triunfou sobre Miguel Becerra em Pando.

Uma das vozes mais críticas contra Morales por este resultado foi a da ex-presidente do Senado e prefeita eleita de El Alto, Eva Copa, que recentemente foi expulsa do MAS. De acordo com ela, a derrota do partido em quatro departamentos mostra que "a população boliviana quer uma mudança".

"As pessoas que estão ao redor de Morales estão à procura de pessoas que façam a sua vontade. O povo não gosta de imposições. O povo se desencantou com algumas das ações de Evo Morales", disse Eva em entrevista à "Radio Panamericana".

AVALIAÇÃO NO EXTERIOR.

Morales também falou sobre o desempenho de candidatos de esquerda em outras duas eleições realizadas em países sul-americanas no domingo, embora em ambos os casos o que estava em disputa era a presidência.

"Ontem, a nível internacional, fomos mal. Perdemos no Equador (segundo turno), mas ganhamos no Peru (primeiro turno)", disse.

O ex-mandatário boliviano destacou desta forma a afinidade ideológica com o candidato "correísta" equatoriano Andrés Arauz, derrotado pelo direitista Guillermo Lasso, e a vantagem que Pedro Castillo obteve nas eleições peruanas contra Keiko Fujimori e outros candidatos da direita.

Morales traçou uma relação entre as propostas do MAS e aquelas que Castillo fez para concorrer como candidato no Peru.

"Ele (Castillo) disse: vou baixar salário e benefícios (do presidente) - o que fizemos na Bolívia. Segundo: vou garantir uma assembleia constituinte para refundar o Peru - nossa política (do MAS). Terceiro: Vou nacionalizar a mineração e o setor de hidrocarbonetos - que é nossa política", afirmou Morales.

Esta é uma demonstração de que "estamos exportando nossas políticas", enfatizou o ex-presidente boliviano.

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