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Rússia: 60 anos após primeiro voo de Yuri Gagarin, Moscou tenta se manter na corrida espacial

12/04/2021 16h34

Os russos celebraram com emoção nesta segunda-feira (12) o 60º aniversário do primeiro voo tripulado ao espaço, realizado em 12 de abril de 1961 por Yuri Gagarin. O presidente Vladimir Putin aproveitou a homenagem ao herói soviético para frisar as ambições de Moscou que, segundo o chefe do Kremlin, deve continuar sendo uma potência "nuclear e espacial", apesar das dificuldades recentes.   

Os russos celebraram com emoção nesta segunda-feira (12) o 60º aniversário do primeiro voo tripulado ao espaço, realizado em 12 de abril de 1961 por Yuri Gagarin. O presidente Vladimir Putin aproveitou a homenagem ao herói soviético para frisar as ambições de Moscou que, segundo o chefe do Kremlin, deve continuar sendo uma potência "nuclear e espacial", apesar das dificuldades recentes.   

"Lá vamos nós". Foi com essa frase pronunciada antes de decolar, há seis décadas, que Yuri Gagarin entrou para a história. O voo durou 108 minutos, o tempo necessário para completar uma órbita ao redor da Terra e pousar na estepe russa.

O aniversário é marcado com pompa. A pequena cápsula Vostok na qual o cosmonauta desceu em condições extremas será exibida no Museu da Conquista Espacial de Moscou, durante uma exposição que recebeu o nome "Primeiro" e que será inaugurada na terça-feira (13). Além da cápsula, serão apresentados objetos pessoais de Gagarin que datam de sua infância, ou de suas façanhas espaciais, como a imponente chave que usou para acionar os motores da nave, ou o assento ejetável com o qual saiu da cápsula, sete quilômetros acima do solo.

Algumas dessas peças já estavam expostas no Patriot Park, o parque temático a cerca de uma hora de Moscou, conhecido por alguns como a 'Disney Militar'. Mas a nova exposição é vista como a ocasião de lembrar o protagonismo da Rússia na conquista do espaço. Um papel que Moscou não pretende abandonar.

Nessa segunda-feira, após visitar o memorial criado em Engels, a pouco mais de 700 quilômetros de Moscou, local em que o cosmonauta pousou e onde foi construído um monumento em homenagem ao voo histórico, o presidente russo Vladimir Putin insistiu na "liderança" de seu país. Por meio de uma videoconferência, o chefe de Estado disse que a Rússia deveria "manter seu status de potência nuclear e espacial pois o setor espacial está diretamente ligado à defesa". Um discurso de patriotismo habitual na retórica de Putin.

Proezas do passado

Ao ouvir Putin, há quem pense que o país ainda é um dos pilares da corrida espacial, como quando disputava com os Estados Unidos as proezas tecnológicas do setor. Afinal, desde 1957, quando a então União Soviética se tornou o primeiro país a colocar um satélite em órbita, o célebre Sputnik, os russos se destacam.

A agência espacial Roscosmos anuncia frequentemente projetos ambiciosos. A Rússia continua enviando mulheres e homens ao espaço e um foguete Soyuz, adornado para a ocasião com o perfil de Gagarin, decolou na sexta-feira (9) de Baikonur rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), com dois russos e um americano a bordo.

No entanto, a realidade é outra. Raramente os programas mais ambiciosos dos russos são concretizados. Mesmo se os foguetes Soyuz continuam dignos de confiança e o país é um ator inevitável da indústria espacial, a Rússia encontra dificuldades para inovar e, nos últimos anos vários lançamentos fracassaram.

O país enfrenta problemas crônicos de financiamento e de corrupção, sobretudo no cosmódromo de Vostochny (Extremo Oriente russo) que deve substituir Baikonur, estação de lançamento no Cazaquistão, alugada pela Rússia. No ano passado, Moscou perdeu o monopólio que tinha há décadas nos voos rumo à ISS e agora disputa espaço com a empresa privada americana SpaceX.

(Com informações da AFP)

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