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1 mês

Papa Francisco chega ao Iraque para visita histórica de três dias

05/03/2021 16h19

Bagdá, 5 mar (EFE).- O papa Francisco chegou a Bagdá nesta sexta-feira para a primeira visita de um pontífice ao Iraque, onde se aproximará da castigada comunidade cristã do país, que foi brutalmente perseguida pelo grupo jihadista do Estado Islâmico (EI) após ocupar partes do território por três anos.

Conforme programado, o voo da companhia aérea Alitalia pousou no aeroporto de Bagdá por volta das 14h (horário local, 8h de Brasília) para iniciar uma visita que durará três dias.

O papa foi saudado ao pé da escada do avião pelo primeiro-ministro, Mustafa Al-Kadhimi, a quem apertou a mão, e por duas crianças em trajes tradicionais que lhe ofereceram flores.

Em uma discreta cerimônia de boas-vindas, como é tradicional, as delegações dos dois Estados se apresentaram e os hinos foram tocados.

Na delegação do Vaticano que acompanha o papa estão o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, também prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, o cardeal argentino Leonardo Sandri e o cardeal espanhol Miguel Ángel Ayuso, chefe do Pontifício Conselho para o Diálogo religioso, entre outros.

Seu primeiro ato oficial será o encontro com o presidente do país, o curdo Barham Salih, e o discurso que fará no palácio presidencial perante autoridades e membros do corpo diplomático.

Em apenas três dias, o pontífice irá ao sul do Iraque, a Ur dos Caldeus, e ao norte, para a planície de Nínive e cidades de Mossul e Qaraqosh, destruídas pelo EI e onde se concentrava a população cristã, que ficou reduzida pela metade, além de Erbil, a capital do Curdistão, que deu abrigo aos fugitivos dos jihadistas.

Durante todos os percursos que o papa fará nesta viagem de três dias, ele utilizará um veículo fechado por motivos de segurança e para evitar as multidões em sua passagem, medida tomada especialmente pela pandemia.

O papa Francisco vai ao Iraque para homenagear os quase 300 mil cristãos que permanecem no país, contra aproximadamente 1,5 milhão em 2003, uma época em que a violência sectária foi exacerbada.

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