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Peregrinação da Assunção em Lourdes tem acesso limitado e mensagem de "esperança"

15/08/2020 11h50

Lourdes, França, 15 Ago 2020 (AFP) - A celebração de Nossa Senhora da Assunção reuniu menos fiéis do que o habitual neste sábado (15) em Lourdes (sudoeste da França), um dos locais mais importantes da peregrinação cristã, devido à crise de saúde provocada pelo novo coronavírus.

Pela primeira vez, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e braço direito do papa Francisco, presidiu a missa da Assunção e anunciou uma mensagem de "esperança" para um "mundo que vive a obscuridade, medo", em uma referência principalmente à pandemia.

Quase 5.000 peregrinos compareceram à basílica de São Pio X, uma gigantesca igreja subterrânea, tão grande quanto um estádio de futebol, que tem capacidade para receber um número cinco vezes maior de fiéis. O uso de máscara é obrigatório e foi respeitado rigorosamente.

Na primeira fila, várias dezenas de enfermos, alguns em cadeiras de rodas, rezavam. Devido às medidas restritivas, este ano não aconteceram os desfiles dos doentes em busca da cura milagrosa em Lourdes.

"É estranho. Não há muita gente neste ano. Em geral, 15 de agosto é o dia de maior fluxo. Por causa do coronavírus, não há viagens organizadas de doentes que vêm de trem, avião ou ônibus de todo o mundo", afirmou Michel Clavel, um aposentado de 66 anos, que participa todos os anos na peregrinação de Assunção.

Durante a missa internacional, ministrada em vários idiomas na manhã deste sábado, foi praticamente alcançado o limite de 5.000 pessoas. Os organizadores fecharam o acesso à basílica subterrânea, mas permitiram que os peregrinos de fora assistissem a missa nas telas instaladas no exterior.

Para evitar qualquer contágio, os peregrinos não podemo tocar ou beijar as paredes da Gruta, onde segundo a tradição católica a Virgem Maria apareceu a Bernadette Soubirous em 1858.

- "Milagre" -Após um fechamento de dois meses durante o confinamento, os santuários de Lourdes, no sudoeste da França, retomam gradativamente suas atividades.

Mas este ano os peregrinos estrangeiros não estão nos hotéis e lojas de souvenirs, que permanecem fechados.

"Parte a alma não receber os enfermos, os trens foram cancelados. Mas não os esquecemos. Embora seja transmitido no rádio, televisão e internet, não é uma peregrinação virtual, é real. Estamos empenhados em estabelecer um vínculo entre Lourdes e os que não puderam vir", disse o diretor de Peregrinação Nacional, que organiza as celebrações anuais do 15 de agosto.

Esta é a 147ª edição da peregrinação de Lourdes, que foi obrigada a se adaptar, assim como outras manifestações religiosas, à pandemia do coronavírus.

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