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Comunidades indígenas do Equador tiveram mais de 2.000 casos de covid

12.abr.2020 - Vista aérea de trabalhadores enterrando um caixão no cemitério Maria Canals, nos arredores de Guayaquil, Equador - Jose Sánchez/AFP
12.abr.2020 - Vista aérea de trabalhadores enterrando um caixão no cemitério Maria Canals, nos arredores de Guayaquil, Equador Imagem: Jose Sánchez/AFP

De Quito

13/08/2020 04h28

As comunidades indígenas amazônicas do Equador já contabilizaram 2.113 casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo uma plataforma que recolhe dados sobre o impacto da pandemia da covid-19 na região.

De acordo com o monitoramento feito pela Confederação de Nacionalidades Indígenas da Amazônia Equatoriana, com apoio da ONG Amazon Watch, da Fundação Aldea e do Instituto de Geografia da Universidade San Francisco de Quito, o número de mortos é de 33.

Além disso, foram contabilizados 53 óbitos prováveis para a covid-19.

O projeto acompanha a situação epidemiológica nas comunidades Kichwa - a mais afetada, com 379 casos de infecção e 15 falecimentos -, Shuar, Waorani, Siekopai, Siona, Sapara, Shiwiar, Andwa e Achuar.

Desde a detecção do início do contágio em territórios indígenas, em 1º de maio, foram feitos 5.157 testes de diagnóstico para o novo coronavírus.

A Confederação de Nacionalidades Indígenas da Amazônia Equatoriana vem sendo crítica ao governo do Equador, pela falta de informações claras sobre a situação da pandemia da covid-19 nas comunidades indígenas.

A ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu que os Estados garantam uma proteção especial para as populações indígenas, diante da propagação do novo coronavírus.

A Anistia Internacional, ainda no início de julho, pediu um plano de contenção do patógeno voltado para as comunidades indígenas.

De acordo com o Ministério da Saúde do Equador, o número de casos de infecção no país chegou nesta terça-feira a 95.563. Além disso, as mortes são 5.951, além de outras 3.541 consideradas prováveis.

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