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Zema volta a dizer que vítimas da chuva em Minas Gerais ignoraram alertas

O governador Romeu Zema e o ministro Gustavo Canuto em reunião sobre os danos causados pela chuva em Minas Gerais - Divulgação/ Ministério do Desenvolvimento Regional
O governador Romeu Zema e o ministro Gustavo Canuto em reunião sobre os danos causados pela chuva em Minas Gerais Imagem: Divulgação/ Ministério do Desenvolvimento Regional
do UOL

Do UOL, no Rio

26/01/2020 15h49

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO-MG), voltou a afirmar neste domingo que parte das vítimas dos temporais no estado ignorou alertas e voltaram para casas em áreas de risco. Até o momento foram confirmadas 37 mortes e 25 desaparecidos.

Zema voltou a tocar no assunto, como já havia feito ontem, durante entrevista coletiva no começo da tarde deste domingo, ao lado de Gustavo Canuto, ministro do Desenvolvimento Regional. Segundo o governador, várias vítimas "não obedeceram"

"Há áreas que qualquer chuva maior pode ocasionar um deslizamento. Inclusive, muitas das vítimas que tivemos nesta semana foram porque não obedeceram aquilo que foi orientação dos bombeiros e da Defesa Civil. Uma das famílias onde nós perdemos quatro pessoas chegaram a desocupar a residência e depois voltaram. Então, esse tipo de fato é que nós realmente precisamos estar priorizando", afirmou o governador.

Durante o auge da chuva, o telefone de emergência da Defesa Civil de Belo Horizonte ficou fora do ar. A informação foi confirmada ontem pelo prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PSD).

Na mesma entrevista em que Zema voltou a responsabilizar vítimas, o ministro Gustavo Canuto anunciou que o governo federal irá antecipar os pagamentos do Bolsa Família e do FGTS para as famílias afetadas pelos temporais.

Ainda de acordo com o ministro, o Ministério do Desenvolvimento Regional dispõe de R$ 90 milhões para ações imediatas de socorro e assistência aos sobreviventes. O valor está disponível para todo o país - além de Minas, as chuvas também atingiram outros estados, como Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Canuto afirmou, no entanto, que é possível obter mais recursos para os trabalhos de resgate e assistência às vítimas por meio de remanejamentos no orçamento federal. Ele acrescentou que as cidades menores vão receber apoio técnico e haverá medidas para a burocracia não atrapalhar o apoio às vítimas.

O ministro dividiu o trabalho do governo federal em dois momentos. Primeiro, é dar assistência às vítimas. Terminada esta etapa, o foco é reconstruir a infraestrutura avariada.

Chuva deixa 17 mil sem casa em Minas

De acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais na manhã deste domingo, 13.687 pessoas estão desalojadas e outras 3.354 estão desabrigadas. O número de pessoas sem casa neste momento no estado já passa de 17 mil.

No total, 58 municípios foram afetados. de acordo com o órgão. O número citado pela Defesa Civil é o maior do que de cidades declaradas em situação de emergência pelo governo mineiro neste domingo: 47.

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