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Inep estima que "menos de 9.000" alunos tiveram erros nas notas do Enem

"Candidatos foram surpreendidos com os resultados", disse o ministro Weintraub - Marcelo Camargo/ABr
"Candidatos foram surpreendidos com os resultados", disse o ministro Weintraub Imagem: Marcelo Camargo/ABr
do UOL

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

18/01/2020 14h20Atualizada em 18/01/2020 18h50

Resumo da notícia

  • Alunos reclamaram de erros nas notas do Enem
  • MEC admitiu problema e afirma que corrigirá tudo até segunda-feira (20)
  • Menos de 9.000 estudantes foram atingidos, estima Inep
  • Candidatos podem reclamar por e-mail à organização do Enem

O Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) estima que "menos de 9.000" alunos tiveram erros nas notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A informação é do presidente do órgão do MEC (Ministério da Educação), Alexandre Lopes.

Ele disse que a estimativa seria de menos de 30 mil estudantes, mas, ao mesmo tempo, acrescentou que, possivelmente, haveria ainda menor quantidade de candidatos impactados com notas erradas em suas provas.

"É importante registrar que a nossa estimativa com base em tudo o que nós rodamos durante toda a madrugada é que possíveis inconsistências não cheguem nem a 1% do total de alunos, menos de 1% do total de participantes, dos 3,9 milhões de participantes", iniciou Lopes neste sábado (18).

Pela experiência que a gente está tendo, a gente estima que isso chegue a menos de 1%, menos de 30 mil. A gente estima que não chegue nem a 9.000 pessoas."

Alexandre Lopes, presidente do Inep

Na manhã de hoje, o Inep convocou entrevista coletiva às pressas para anunciar que houve erros nas notas das provas, mas que eles serão corrigidos até segunda-feira (20).

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a dizer que a taxa de afetados pelos erros seria dez vezes menor do que a informada por Lopes mais tarde na entrevista: 0,1%. "Estamos falando aí de alguma coisa como 0,1% das pessoas que fizeram. Dos milhões, 0,1%", afirmou o ministro.

Weintraub pediu desculpas aos alunos pelos transtornos, mas afirmou que os erros atingiram um número "muito baixo" de estudantes e que eles seriam corrigidos logo.

Tudo ocorreu por uma troca de gabaritos. O problema fez com que os candidatos fossem "surpreendidos" com as notas, explicou ele. "Houve inconsistência no gabarito de algumas provas do Enem 2019 e, por isso, candidatos foram surpreendidos com os resultados de suas notas", disse Weintraub.

"O número é muito baixo. Até segunda-feira, dia 20, tudo será resolvido. Pedimos desculpas aos participantes do exame pelo transtorno."

Segundo Lopes, os técnicos do Enem verificaram quatro tipos de erros nas provas após receberem queixas de candidatos nas redes sociais. "Alguns arquivos vieram com erros", esclareceu. Um aluno respondeu à prova de cor cinza, mas seu gabarito veio como se ele tivesse feito a prova de cor amarela, exemplificou Lopes.

O trabalho do Inep não terminou e deve ser concluído até segunda. "Estamos rodando a nossa base de dado, verificando as inconsistências", disse o presidente do instituto.

Depois de segunda ou antes disso, se algum aluno ainda desconfiar de sua nota, pode pedir uma revisão de sua nota. É preciso enviar uma mensagem de correio eletrônico com nome e CPF para enem2019@inep.gov.br.

Lopes afirmou que o problema não muda o cronograma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que começa na terça-feira (21). Ele disse que foram identificados erros em Minas Gerais, mas que outros candidatos de outros estados podem ter sido atingidos. "Foi uma falha da gráfica."

O segundo dia de provas do Enem ocorreu em 10 de novembro, data em que Weintraub afirmou que o exame foi "o melhor da história".

"Esse foi o melhor Enem da história do Brasil, em termos de execução, logística, quantidade de problemas, participação das pessoas inscritas e a qualidade das provas", disse ele à época.

Hoje, ele publicou uma mensagem em rede social, pedindo desculpas pelos transtornos.

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