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Designer de feedback, engenheiro de fidelidade: 7 profissões do futuro

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Imagem: Divulgação
do UOL

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/10/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Levantamento foi feito pela Cognizant, empresa norte-americana de consultoria em tecnologia
  • Análise de interações entre consumidor e marca e feedback do público serão primordiais
  • Inteligência artificial será peça-chave neste contexto; ser humano, porém, continuará fundamental nas relações entre marcas e pessoas
  • Para continuar relevante, profissional de marketing deve se aproximar de outras áreas da empresa

Um levantamento da Cognizant, empresa norte-americana de consultoria em tecnologia, apontou sete profissões do futuro na área de propaganda e marketing. Veja abaixo a lista.

1. Especialista em marketing de microinterações

As microinterações são responsáveis por diferenciar as relações entre empresas e consumidores. O "especialista em marketing de microinterações" mapeará estes relacionamentos, que acontecem a todo momento, e encontrará oportunidades que poderão influenciar nas decisões de compra.

2. Designer de feedback

Experiências transformam um consumidor comum em um amante da marca. Como as empresas interagem com clientes em dezenas de canais, será necessário um profissional para analisar os feedbacks. O "designer de feedback" será responsável por criar, testar e ajustar os mecanismos que captam estas informações.

3. Engenheiro de fidelidade

Com diferentes programas de fidelidade, os clientes deixam de ser apenas consumidores e passam a atuar como parceiros de negócios. Os "engenheiros de fidelidade" escutarão e identificarão as necessidades dos clientes e usarão essas informações para criar eventos, oportunidades e adaptações aos programas de fidelidade tradicionais.

4. Auditor de viés algorítmico

As empresas, cada vez mais, utilizarão chatbots no relacionamento com os consumidores. O "auditor de viés algorítmico" será responsável por monitorar o desenvolvimento de produtos, recrutamento e revisão de contratos para garantir que todos os algoritmos sejam usados de forma legal, do ponto de vista jurídico.

5. Especialista em bem-estar

Os produtos e serviços das marcas também passarão a indicar escolhas mais saudáveis. O "especialista em bem-estar" deverá ter conhecimentos em nutrição, educação física, saúde mental e vida saudável, e será o responsável por criar estes momentos na jornada do consumidor.

6. Planejador tátil

Um produto comum pode se transformar num item de luxo com poucas modificações: sendo mais leve ou com diferentes texturas. O "planejador tátil" deverá identificar tais possibilidades, que estimulem os cinco sentidos e conectem a marca ao público de maneira diferente.

7. Arquiteto de marketing virtual

Possibilidades de realidade virtual e aumentada sairão dos eventos e irão, em breve, para a vida real. O "arquiteto de marketing virtual" deverá entender motivações, desejos e a jornada dos consumidores no espaço virtual para identificar as oportunidades mais naturais para atrair os clientes.

Na memória do consumidor

"O que o consumidor guarda de imagem da empresa define a relação que terá com ela. Por isso, a análise de interações, feedbacks e experiências são tão importantes", afirma Erica Yoshioka, head de Marketing da Cognizant no Brasil.

O relatório foi feito com base em estudos do "Centro para o Futuro do Trabalho" da empresa, que analisa as principais tendências do mercado de trabalho e o impacto da tecnologia (principalmente da inteligência artificial) no futuro das profissões.

Tecnologia ameaça empregos?

Em muitos momentos, a inteligência artificial será peça-chave neste contexto. O ser humano, porém, sempre será decisivo no momento final de atuação da empresa. "As marcas utilizam algoritmos para prever o que, quando e como oferecer produtos e serviços para seus clientes, mas a parte humana nunca será substituída", disse Erica.

"No marketing, o processo de automação é recorrente. Mas o componente humano continuará fundamental nas relações de negócio, comerciais, analíticas e de tomadas de decisão", declarou Leonardo Berto, gerente de Recrutamento da Robert Half.

Porém, segundo o executivo, a hora é de se reinventar na profissão. "O profissional de marketing do futuro precisa adotar uma postura mais analítica. Será necessário exercitar a capacidade de argumentação, tomada de decisão e análise de cenários. Além disso, ele deverá se aproximar de outras áreas, para possibilitar uma análise mais aprofundada sobre as relações de consumo", afirmou.

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