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Ciro diz que Bolsonaro renunciará e ataca Huck: 'estagiário' na Presidência

do UOL

Luciana Amaral e Gustavo Uribe

Do UOL e da Folha, em Brasília*

13/10/2019 02h01

Resumo da notícia

  • Sem cargo eletivo, Ciro quer tentar de novo a presidência em 2022
  • Em entrevista, ele criticou Bolsonaro, Moro, Huck, Lula e o PT
  • Ele também defende punir colegas de partido que votem pela reforma da Previdência

Terceiro colocado na eleição de 2018, Ciro Gomes (PDT-CE) mantém o tom de campanha: desaprova o presidente Jair Bolsonaro (PSL), palpita que ele não concluirá o mandato e já projeta críticas sobre possíveis concorrentes para 2022.

"Chega de mandar estagiário para Presidência da República", disse ao UOL e à Folha sobre o apresentador Luciano Huck, cogitado como candidato para a próxima eleição presidencial.

Atualmente sem cargo eletivo, Ciro, 61, negocia a publicação de seu quarto livro e dá palestras sobre a situação socioeconômica do Brasil —assunto que ele abordou na entrevista gravada em Brasília na última quarta (9).

"Só em São Paulo, fechamos 2.235 indústrias de janeiro a setembro, e a Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de SP] bate palma para a política econômica que está produzindo esse desastre", afirmou.

Na conversa, Ciro também chamou o ministro da Justiça, Sergio Moro, de "corrupto" e afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pensa em política "24 horas" e está "desmoralizando a Justiça que resta no Brasil". Ciro afirmou que não tem "mais nenhum apreço político pelo Lula".

Confira os principais trechos, editados para fins de clareza e concisão:

Contra Lula e contra Moro

O senhor defende que o ex-presidente Lula não teve julgamento justo no âmbito da Lava Jato. O fato de ele não aceitar passar para o regime semiaberto não contraria essa fala e o movimento Lula Livre?

Eu não tenho nada com isso. Sou advogado, professor, outrora da universidade, e sei a importância de respeitar o Estado de Direito Democrático. Às vezes a gente tem tanta raiva, tanta paixão na política que a gente gosta que o adversário seja preso, esquartejado, torturado, espancado. Mas eu tenho que colocar minha cabeça fora disso e dizer todo dia para a sociedade brasileira que a gente tem que amar a regra. O pau que bate em Chico é o mesmo pau que bate em Francisco.

E, evidentemente, o Moro não se comportou. Virou um herói nacional de um país que é órfão. É um inferno a vida do nosso povo, e o povo está sequioso pelo fim da impunidade dos grandões. Isso fez com que o Moro talvez tivesse encantado.

O Moro é um politiqueiro ambicioso, corrupto, porque aceitou uma promessa de vantagem que está escrito no Código Penal, que é a corrupção passiva. Ou não é corrupção passiva receber uma promessa, antes como juiz, que ia ser ministro do Supremo?

Ou não é corrupção em qualquer lugar um juiz condenar político, independentemente se é ou não culpado, e depois aceitar ser ministro do político que ganhou a eleição, porque aquele outro não pôde participar da eleição? Isso é deplorável, não existe esse tipo de precedente no mundo.

Em razão de tudo isso que o senhor defende, o Lula deveria ter agarrado essa oportunidade de ir para o regime semiaberto?

Eu volto a dizer, isso não é problema meu. A presença de um cidadão na cadeia é ordem do Estado e da lei, não depende da vontade dele. Então, se a Justiça determinar o regime semiaberto, cabe ao paciente, estou falando em tese, qualquer que seja ele, simplesmente obedecer. Não é voluntária a presença de ninguém numa cadeia pública.

O senhor avalia que tem uma jogada política por trás dessa atitude?

O Lula só faz política 24 horas por dia e está desmoralizando a Justiça que resta no Brasil.

Falando sobre Moro e Vaza Jato: os diálogos que foram expostos pela Vaza Jato são suficientes para modificar as decisões sobre a Lava Jato?

Sob o ponto de vista do direito, não, porque isto é notícia. O papel do jornalista é fuçar a notícia e publicá-la. Pouco importa o meio que ele teve para isso. De outro lado, a notícia não vale para os autos (...).

Então a notícia é base da petição dos advogados do Lula. Se for seguido o direito, o Ministério Público vai considerar e dar parecer nisso. Vamos supor que o Ministério Público ponha dúvidas ou alegue a ilegalidade da origem dessas provas. Cabe ao juiz, neste caso, determinar uma perícia que afirme ou não a veracidade desses elementos para que, aí sim, se demonstre a verdadeira razão para se transformar o ex-juiz Sergio Moro em suspeito. Uma vez declarando a suspeição, todos os atos de que ele participou são nulos. Não é que o Lula é afirmado inocente.

Para preservar essas decisões e resguardar Lava Jato, o senhor defende, então, que não sejam anulados?

Não defendo isso não. Defendo que a lei seja cumprida, pouco importa o efeito dela. E a lei é muito clara: um juiz não pode aconselhar parte. No caso do processo penal, o Ministério Público é parte.

Esse episódio desqualifica uma indicação de Sergio Moro para o STF?

Absolutamente. Sergio Moro é um politiqueiro absolutamente desonesto e é uma mancha grave no Poder Judiciário brasileiro, além de ser muito despreparado. Sergio Moro é analfabeto funcional de matéria de direito.

O senhor considera adequada a instauração do inquérito sobre fake news? Foi aberto de ofício pelo Supremo sem pedido do Ministério Público.

Isso é de impertinência absurda, sem precedente.

Dependendo do resultado do inquérito e do clima político a partir de outras investigações também em curso, o senhor acredita que há clima para um novo impeachment?

Nem pensar. Estamos reconstituindo um bastidor que estava perdido, pela radicalização odienta da burocracia corrompida do PT e desse bolsonarismo boçal que estão aí infernizando o debate, incitando paixões e ódios, impedindo a sociedade brasileira de trabalhar, de produzir. Remédio para governo ruim, para nossa frustração, não é impedimento.

Ninguém mais vai fazer o impeachment porque o mundo político, o PSDB, por exemplo, percebeu a grande bobagem que fez com o impedimento da Dilma.

Acha que se arrependeram?

Acho que estão profundamente arrependidos e com razão, porque, além de terem sido irresponsáveis, foram burros. Você imagina a Dilma arrastar esse governo trágico que ela fez até o fim. Em que ambiente aconteceriam as eleições? Não era o Bolsonaro que ia ganhar a eleição, ia ser o PSDB.

Acha que Michel Temer ajudou na eleição de Jair Bolsonaro?

Sem nenhuma dúvida, porque ali foi se criando um clima. Lutei muito contra o impeachment, porque sei que [Dilma] é uma pessoa honrada e não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Mas o governo da Dilma foi um dos piores da história do Brasil sob o ponto de vista de números. E o PT faz de conta que isso não aconteceu. (...) Então o que acontece? 20% do eleitorado perde a crença no sistema e vai para o rancor, para a raiva.

Então lá embaixo, no povão, o trânsito entre o lulopetismo e o bolsonarismo, só as elites não veem. Ou o PT assume que 68% do eleitorado de São Paulo é fascista?

Tenha paciência! O Lula ganhou as eleições em São Paulo, muitas vezes. O PT assume, se quiser, assuma sozinho. Eu sou completamente respeitador dessas maiorias. (...) Essa petezada que tomou conta do país perdeu a noção. Além de se corromperem dramaticamente, eles perderam a noção e passam a fazer uma aposta na ignorância do povo. Apologia do culto à personalidade. E isso é um desastre para o Brasil.

Apesar de críticas a Bolsonaro, Ciro atribui ao presidente um ponto positivo: combate aos homicídios - Kleyton Amorim/UOL
Apesar de críticas a Bolsonaro, Ciro atribui ao presidente um ponto positivo: combate aos homicídios
Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Governo Bolsonaro

Acredita que Bolsonaro deve concluir o mandato?

Acho que não termina, mas é um mero palpite. Porque Bolsonaro não tem traquejo para o antagonismo. O Jair Bolsonaro confessa acordar de madrugada chorando aos quatro meses de governo. O Bolsonaro é o presidente que mais rápida e profundamente erodiu seu capital político de origem. Porque quando você ganha uma eleição no presidencialismo à brasileira, você não leva só os seus, você leva um imenso sentimento de cooperação de todo o mundo.

Neste último 7 de setembro, ainda teve algumas "palminhas", gritos de "mito!". No 7 de setembro do ano que vem, Bolsonaro não bota a cara na rua, porque a economia não vai mudar nada, ele não entende nada. O [Paulo] Guedes não compreende o Brasil, está tomando o caminho oposto do que é necessário fazer, tivemos deflação, que é um sintoma de catatonia econômica.

O senhor acha então que ele renuncia?

Acho que ele [Bolsonaro] renuncia uma hora dessa. Eu achava [que ele renunciaria] mais cedo, porque é fatal a investigação. [...] Os filhos do Bolsonaro estão envolvidos em desvio de dinheiro público, cada um no seu gabinete, imitando a prática do velho pai, que é o Jair Bolsonaro, meu colega de Câmara. No mesmo corredor, eu era deputado e todo mundo sabia que o Bolsonaro tinha cinco a seis funcionários fantasmas que não pisavam lá, assinavam o recibo e botavam o dinheiro no bolso. E ele ensinou isso para os filhos.

Depois você tem (...) o envolvimento das milícias no Rio de Janeiro com a família Bolsonaro. E essa investigação está aberta no Ministério Público do Rio de Janeiro e suspensa de forma absolutamente incompreensível pelo ministro Dias Toffoli, pelo ministro Gilmar Mendes. Mais cedo ou mais tarde a Suprema Corte vai corrigir essa distorção.

Aí você tem uma montanha de dinheiro de Queiroz na conta da primeira-dama. (...) Depois você tem em paralelo a questão das fake news e dos inquéritos. Tem uma CPI. Tudo isto é flagrante: o WhatsApp oficialmente já puniu várias empresas. É por que nós não temos imprensa [que essas coisas não foram divulgadas].

Mas quem denunciou foi a Folha...

Não foi, não, fui eu. A Folha botou ontem e sumiu com o assunto hoje. E a gente sabe que informação só chega ao povo brasileiro se for novelizada e repetida em horário nobre na TV. Vamos concordar que esse assunto está abafado (...)

E é capital de fora, capital de estrangeiro, empresa corrupta de Israel impulsionando a partir de mainframes, de base de telemática na Espanha, com orientação de uma figura estrangeira chamada Steve Bannon, que o trabalho estava a serviço de comprar a Presidência da República brasileira para o império norte americano. É disso que nós estamos tratando.

O senhor tem provas do envolvimento das empresas de Israel?

Evidentemente, até porque todas essas informações que eu tenho sabe de onde vêm? De punições oficiais que o Facebook e o WhastApp fizeram, banindo essas empresas. Só não sabe a imprensa brasileira, que não quer saber, porque está a serviço de outros interesses. Não vocês, naturalmente, o baronato que é dono dela e a nossa Justiça.

Ciro não apresentou as provas que afirma ter. A reportagem está à disposição para analisar o material, caso queira enviar.

Oposição

O senhor acha que a oposição também vem falhando em mostrar esses fatos?

Claro, por causa dessa fração da oposição que é o PT.

Essa fraqueza da oposição não se deve ao fato de a oposição ainda estar a reboque do PT?

Sem nenhuma dúvida.

E como fazer uma oposição sem o PT?

Apostar na inteligência do povo. Não deixar que a pós-verdade seja a regra. Estamos lutando para criar um vetor em que a inteligência, a racionalidade, a aposta na inteligência do povo substitua esses olhos e paixões amalucadas, que estão destruindo o tecido nacional brasileiro.

As eleições de 2020 estão na porta. A gente não vê um movimento amplo ainda de oposição, mas o senhor acredita que seja possível a esquerda formar esse movimento para as eleições e inclusive com candidaturas únicas?

A tarefa não é essa. A unidade agora é só na luta. A gente, por exemplo, vota contra, vota unidos contra a reforma da Previdência. Nas eleições municipais, nós não vamos com o PT.

Vocês vão conversar com outros partidos de esquerda?

Nós vamos conversar com quem for necessário conversar, e o Brasil, volto a dizer, não precisa de um gueto de esquerda fraudulenta e corrupta, como, infelizmente, a atual burocracia do PT representa.

Precisamos ampliar o diálogo, porque temos duas tarefas aí em que o centro democrático tem um papel central para cumprir. Proteger a democracia e suas regras. Porque não duvidem, quando a gente vê a Ancine ser proibida de financiar filmes com o tema A, B ou C, o nome disso é antecedência da censura. Quando a gente vê um presidente da República manipulando a verba publicitária exigindo dos donos a demissão de jornalistas, nós estamos a um flerte com o autoritarismo e com pular o muro. Não esqueça que tem nove generais de pijama ministros desse governo.

Poderia apontar um ponto positivo do governo Bolsonaro?

O ponto positivo mais relevante para mim é que há uma tendência, que já vinha de antes do Bolsonaro, mas que acho que está ajudando a aprofundar, da queda dos homicídios.

Essa política de segurança tem sido capitaneada pelo ministro Sergio Moro. O senhor acha que o pacote anticrime pode ajudar nesse processo?

O pacote anticrime é uma grande bobagem, grande mentira. Não tem nenhuma coerência com nada que é mais moderno e avançado no mundo. Os parlamentares é que estão cumprindo esse papel. Tenho uma crítica às maiorias que se formaram na Câmara e no Senado, mas estão cumprindo dois papéis muito importantes que me fazem chamar atenção do povo. A gente ajudar o Legislativo a ter confiabilidade maior do povo. Uma, contendo danos e, a outra, obrigando Bolsonaro ao rito da democracia, ao cumprimento das regras da democracia.

Eleições de 2022

O senhor já confirmou que vai ser candidato à Presidência. Já que não pretende se aliar ao PT, pretende conversar com partidos de centro direita como DEM e PP?

Não estamos em campanha. Precisamos mostrar nossa cara, ajudar o povo a entender o problema e propor a nossa solução.

Acha que o apresentador Luciano Huck tem condições de aglutinar partidos de centro para a próxima eleição presidencial?

Pelo amor de Deus, chega de mandar estagiário para Presidência da República. (...) Ele é um grande artista, maravilhoso, gente boa, é amigo pessoal. Com pouca frequência, mas nos encontramos. Estive no casamento dele lá atrás, a Angélica encerrou minha campanha de prefeito de Fortaleza.

Tenho delicadezas com ele. Mas, camarada, experiência anterior no setor público, na política? Nenhuma. Aí vamos entregar a Presidência da República no olho do furacão da pior crise socioeconômica da história do Brasil a um grande malabarista? Eu não dou meu filho para ele fazer a cirurgia. Se o Brasil quiser, entrega o filho com apendicite para ele fazer a cirurgia.

Pretende falar com o ex-presidente Lula quando ele sair da cadeia?

Não tenho mais nenhum apreço político pelo Lula. Tenho um respeito e um carinho. Sinto dor por tudo o que tem acontecido. Mas o que me chama mais a atenção é que não parece ter aprendido nada.

O Lula se afirmou um Pelé. Depois de comovidamente ter jogado as cartas com o peso, a força, a liderança que ele tem, produziu Bolsonaro. Lula se considera tão Pelé que acha que vai fazer um "dedaço" e eleger um poste eternamente.

Acha que o PT deveria abrir mão de uma candidatura própria nas próximas eleições?

Não acho nada. Acho que o PT tem que seguir seu destino, o que é lamentável, porque há um PT aí que eu apoiei nestas eleições de 2018 que tem muito êxito, sinal de uma conexão diferente com o povo. Por exemplo, o governador Rui Costa, da Bahia, tirou 75% dos votos.

Temperamento

O senhor é criticado pelo temperamento explosivo. Tem feito terapia? Pensa em fazer?

A minha terapia é beijar o [meu filho] Gael. Tô ficando mais velho, e as pessoas querem dizer que isso é temperamento para não ler a carta. Querem atacar o carteiro para não ler a carta. Conter obesidade é um imperativo que eu faço até para poder ter o gás que eu tenho. Passo 12, 15 dias viajando, dormindo cada dia em um lugar. Já não sou mais um pixote, vou fazer 62 anos. Em nome das responsabilidades que eu tenho com o país, vou me proteger, me cuidar o máximo que eu posso, mas não terapia, não preciso fazer, não. Agora, vou expressar indignação que eu sinto até morrer.

O senhor escreveu um novo livro. Já tem data de lançamento? Pode adiantar alguma coisa?

Esse é o meu melhor livro. Perco qualquer conveniência de militante político e expresso o pensamento sobre o Brasil, embora ambientado em valores universais. Eu estou especulando sobre o grosseiro equívoco que a humanidade está vivendo de achar que ser feliz é acessar um padrão de consumo impraticável, que está matando o planeta Terra, e passo a fazer propostas muito profundas, muito concretas de solução. Terminei o livro entusiasmado. Acabei de fazer a revisão. É audacioso, é polêmico, mas é muito indignado e esperançoso ao mesmo tempo.

Reforma da Previdência e fidelidade partidária

A senadora Kátia Abreu, que foi vice do senhor, votou no primeiro turno a favor da reforma previdenciária, orientação contrária à do PDT. O senhor defende que ela seja expulsa do partido?

Ela ainda tem o segundo turno para votar. Portanto, seria absolutamente precipitado, injusto que a gente não desse a ela a possibilidade, que é a razão de ter dois turnos, de refletir um pouco. E a questão aqui para nós é muito doída, muito central para o nosso ponto de vista programático. Quem cria o sistema previdenciário público no Brasil são os nossos ancestrais no partido.

Se a senadora votar com a mesma posição no segundo turno, ela deve ser expulsa?

O procedimento é uma representação ao Conselho de Ética do partido, que se reúne, abre ampla defesa, estabelece o contraditório, reúne os argumentos e faz um relatório apontando ao diretório nacional quais são as providências a serem tomadas. Elas vão de advertência até a expulsão.

Kátia disse não temer retaliação e disse que encontrou o senhor só umas quatro vezes desde o fim do primeiro turno das eleições do ano passado. Ficou algum ressentimento? Ela está descartada para ser sua vice em 2022?

Não, em absoluto. A questão básica é que o Brasil pede de cada um de nós que tome lado. A senadora Kátia Abreu é uma pessoa de muito valor. Não teria a honra de que ela tivesse aceitado para ser minha vice se não visse nela os dotes extraordinários de uma mulher de grande valor.

Entretanto, já na minha chapa, ela cumpriu um papel de sinalizar mais ao setor mais conservador do Brasil, o que ela legitimamente representa pela sua origem. É uma líder ruralista importante. E não há aqui nenhum desapreço, não mudou em nada o meu grande conceito que eu tenho por ela. A questão é que o Brasil está acima de todos nós para valer e, neste momento, não cabe dubiedade.

O senhor pretende conversar com ela para demovê-la a mudar de opinião? Se sentiu traído por esse voto?

Claro que não, vamos mudar de assunto.

Falando ainda no assunto, mas não sobre Kátia. O PDT desistiu de expulsar aqueles oito dissidentes que votaram a favor da reforma?

Eles estão em pleno processo [de análise pela Comissão de Ética do partido].

Veja a entrevista completa abaixo e ouça a íntegra da conversa no podcast UOL Entrevista.

* Colaborou Felipe Amorim, do UOL, em Brasília.

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