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Wall Street cai depois que delegação chinesa cancela visita a áreas agrícolas dos EUA

20/09/2019 18h59

Por Noel Randewich

NOVA YORK (Reuters) - Os índices de Wall Street caíram nesta sexta-feira, e também acumularam queda na semana, depois de uma delegação agrícola chinesa ter cancelado uma visita planejada à Montana, diminuindo o otimismo sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

O Dow Jones Industrial Average caiu 0,59%, encerrando a semana em 26.934,46 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,49%, para 2.991,99. O Nasdaq Composite caiu 0,8%, para 8.117,67.

Na semana, o S&P 500 caiu 0,52%, o Dow perdeu 1,05% e o Nasdaq caiu 0,72%.

Os negociadores chineses, que visitariam Estados agrícolas dos EUA na próxima semana, retornarão à China mais cedo do que o previsto, disse a Agência Agrícola de Montana.

Os principais índices de ações passaram para território negativo após o cancelamento, que veio em um momento em que negociações comerciais eram realizadas em Washington e o presidente dos EUA, Donald Trump, disse querer um acordo comercial completo, e não apenas um acordo para que a China compre mais produtos agrícolas dos EUA.

Antes das notícias, o S&P 500 e o índice industrial Dow Jones estavam em território positivo.

Durante meses, Wall Street tem oscilado para cima e para baixo com sinais de melhoria ou deterioração nas negociações comerciais, geralmente baseadas em comentários ou tuítes de Trump, um ciclo com o qual os investidores se acostumaram.

"Nesse caso, é um pouco mais preocupante porque a China está tomando a decisão, em vez de Trump", disse Willie Delwiche, estrategista de mercado da Baird em Milwaukee.

O otimismo comercial nas últimas semanas ajudou a elevar o índice S&P 500 para valor próximo ao patamar recorde registrado em julho.

Oito dos 11 principais setores de S&P caíram na sexta-feira.

Com os investidores desfazendo posições em contratos de futuros e opções antes de expirarem, o volume nas bolsas dos EUA foi de 9,8 bilhões de ações, em comparação com uma média de 7,1 bilhões de ações nos últimos 20 dias de negociação.

(Por Noel Randewich)

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