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Renault alcança acordo sobre sua representação na nova gestão da Nissan

2019-06-20T13:27:00

20/06/2019 13h27

Paris, 20 jun (EFE).- O grupo automobilístico francês Renault anunciou nesta quinta-feira que alcançou um acordo sobre sua representação na nova gestão da fabricante japonesa Nissan, o que abre a porta para que dê seu sinal verde na votação sobre essa reforma corporativa.

"O grupo Renault recebe com satisfação a decisão da Nissan de outorgar aos dois representantes da Renault um posto nos comitês do Conselho de Nissan, que se apresentarão na Assembleia Geral de Acionistas no próximo dia 25 de junho", indicou a empresa em uma nota enviada à Agência Efe.

O acordo "confirma o espírito de diálogo e de respeito mútuo que existe no seio da aliança", concluiu a nota da Renault.

A reforma busca gerar um modelo corporativo com contrapesos que assegurem uma forte direção da Nissan, mas a abstenção da Renault, proprietário de 43,4% de seu capital, impediria que essa mudança receba os dois terços de apoios necessários.

O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, afirmou no último dia 12 de junho na Assembleia Geral do seu grupo em Paris que sua companhia decidiu recuar ao ser informado da intenção da Nissan que o executivo-chefe, Thierry Bolloré, não estivesse em um dos três comitês de governança.

Já então, a Renault avisou que bastaria que a empresa japonesa mudasse de opinião, como assim aconteceu, para que eles se pronunciassem a favor.

O novo esquema na gestão de Nissan foi recomendado por uma comissão independente que recebeu a incumbência de revisar a fundo as estruturas de poder, em meio às queixas dos executivos japoneses sobre a concentração de poder que tinha o ex-diretor, o brasileiro Carlos Ghosn, quando estava à frente da Nissan Motor.

O modelo sugerido propõe criar três comitês que supervisionem as nomeações corporativas, as remunerações dos seus diretores e as auditorias internas, para evitar o descontrole interno que foi atribuído à gestão de Ghosn.

Ghosn, em liberdade sob fiança no Japão, foi detido em novembro do ano passado em Tóquio por supostas irregularidades fiscais. O escândalo fez com que primeiro fosse afastado como presidente da Nissan e da Mitsubishi e posteriormente renunciasse como principal executivo da Renault. EFE

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