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1 mês

EUA, Austrália e Reino Unido firmam acordo de defesa em relação à China

Biden ressaltou que os submarinos que a Austrália conseguirá não terão "armas nucleares", mas estarão convencionalmente armados" - Leah Millis/Reuters
Biden ressaltou que os submarinos que a Austrália conseguirá não terão "armas nucleares", mas estarão convencionalmente armados" Imagem: Leah Millis/Reuters

Em Washington

16/09/2021 03h58

Estados Unidos, Austrália e Reino Unido anunciaram ontem um acordo histórico de defesa, que inclui apoio ao desenvolvimento de submarinos nucleares por parte dos australianos, com o objetivo de mostrar força diante da China na região do Indo-Pacífico.

Os três países decidiram reforçar a cooperação em tecnologias avançadas de defesa, como inteligência artificial, sistemas submarinos e vigilância de longa distância.

"É um acordo histórico que reflete a determinação do governo (do presidente Joe Biden) para construir alianças mais robustas com o objetivo de manter a paz e a estabilidade em toda a região do Indo-Pacífico", comentou um alto cargo do governo americano, que pediu para manter o anonimato.

O presidente dos EUA, Joe Biden, fez formalmente o anúncio em declaração à imprensa na Casa Branca, acompanhado por monitores que mostravam ao vivo as declarações dos primeiros-ministros da Austrália, Scott Morrison, e do Reino Unido, Boris Johnson.

Biden ressaltou que os submarinos que a Austrália conseguirá não terão "armas nucleares", mas estarão convencionalmente armados" e "potencializados por reatores nucleares".

"É uma tecnologia testada e é segura", garantiu Biden.

Na mesma linha, o funcionário americano que falou com os repórteres negou que a Austrália vá desenvolver armas nucleares e assegurou que a utilização deste tipo de energia é meramente para "propulsão".

Com esses submarinos, acrescentou a fonte, as capacidades de defesa da Austrália serão "muito maiores", uma vez que terão "maior alcance operacional" e serão reforçadas com a cooperação com os Estados Unidos e os seus aliados na região.

Embora nem Biden nem o funcionário americano tenham mencionado explicitamente a China, há uma preocupação crescente nos EUA sobre o aumento do poder militar da China.

O anúncio vem uma semana antes de Biden sediar na Casa Branca, no dia 24 de setembro, uma cúpula com os líderes da Austrália, Índia e Japão, com os quais tem uma aliança para desafiar o poder da China.

Os quatro países compõem uma aliança criada em 2007 em resposta ao auge militar de Pequim. Biden receberá pessoalmente na Casa Branca os primeiros-ministros da Austrália, Scott Morrison; da Índia, Narendra Modi; e do Japão, Yoshihide Suga.

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