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15 dias

Bahrein e Israel aprovam reconhecimento mútuo de passaportes de vacinação

22/04/2021 22h52

Manama, 22 abr (EFE).- Os governos do Bahrein e de Israel chegaram a um acordo nesta quinta-feira sobre o reconhecimento mútuo respectivos programas de vacinação contra a Covid-19 e dos chamados passaportes verdes, que certificam que as pessoas estão imunizadas, uma medida que representa primeiro passo desse tipo em todo o mundo e que a recuperação econômica.

O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein declarou em uma nota oficial que o acordo estabelece um precedente internacional para o reconhecimento mútuo dos certificados de vacinação.

O acordo foi assinado pelo chefe da diplomacia do Bahrein, Abdulatif bin Rashid al-Zayani, e o ministro das Relações Exteriores israelense, Gabi Ashkenazi, após conversas nas últimas semanas.

"Este passo, o primeiro do tipo a nível mundial no reconhecimento das vacinas para os cidadãos de ambos os países, permitirá que as pessoas que foram vacinadas possam viajar livremente entre os dois países, que são líderes na vacinação", destacou a Embaixada de Israel no Bahrein no Twitter.

Além disso, as pessoas que tiverem recebido a dose reconhecida no outro país estarão isentas do período de quarentena e poderão entrar em locais de entretenimento e shopping centers que requeiram o passaporte verde. Através de um código QR, a imunização poderá ser certifica, o que facilitará a circulação de pessoas.

A nota do departamento Barein divulga também que serão tomadas providências para aqueles que tiverem sido vacinados com um imunizante que não for reconhecido por um dos dois países, sem especificar quando a iniciativa começará a ser implementada.

"O processo de identificação será realizado digitalmente, o que facilitará muito a entrada em ambos os países. O acordo contribuirá para o fortalecimento do turismo, do comércio e das relações econômicas", enaalteceu o comunicado.

Mais de 62% da população de Israel já recebeu ao menos a primeira dose de uma das vacinas contra a Covid-19. No Bahrein, o percentual foi de 47%, mas foram usados imunizantes não aprovados pelas autoridades israelenses, como o da Sinopharm.

O acertou foi obtido depois que o rei do Bahrain, Hamad bin Isa al Khalifa, nomeou um embaixador do reino em Israel em 30 de março. Os dois países estabeleceram laços diplomáticos em setembro do ano passado, com a assinatura do chamado acordo de Abraão, mediado pelos Estados Unidos.

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