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Detida pelo regime saudita, ativista feminista recebe prêmio de direitos humanos Vaclav Havel

19/04/2021 17h57

Um dos rostos mais importantes do feminismo na Arábia Saudita, Loujain al-Hathloul venceu a edição 2020 do Prêmio Vaclav Havel nesta segunda-feira (19). Ela ganhou um cheque no valor de € 60.000 (cerca de R$ 400 mil), concedido pelo Conselho europeu a personalidades na defesa dos direitos humanos. Desde 2014, Loujain al-Hathloul faz campanha para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens na Arábia Saudita. Um compromisso que ela pagou às custas de sua liberdade, com duas prisões.

Um dos rostos mais importantes do feminismo na Arábia Saudita, Loujain al-Hathloul venceu a edição 2020 do Prêmio Vaclav Havel nesta segunda-feira (19). Ela ganhou um cheque no valor de € 60.000 (cerca de R$ 400 mil), concedido pelo Conselho europeu a personalidades na defesa dos direitos humanos. Desde 2014, Loujain al-Hathloul faz campanha para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens na Arábia Saudita. Um compromisso que ela pagou às custas de sua liberdade, com duas prisões.

Acima de tudo, o Prêmio Vaclav Havel recompensou o papel pioneiro de Loujain al-Hathloul na luta pelos direitos das mulheres na Arábia Saudita.

Em 2014, quando Loujain al-Hathloul tinha apenas 25 anos, ela postou vídeos dela dirigindo seu carro nas redes sociais, uma prática então proibida para mulheres.

Mas a ativista, como outras com ela, exorta as sauditas a desafiar a lei. Ela cumpriu na época dois meses de prisão. Seu vídeo se tornou viral e sua prisão causou um grande rebuliço na monarquia árabe.

Condenada a 6 anos de prisão

Dois anos depois, Loujain al-Hathloul atraiu novamente a atenção do regime: sua petição ao príncipe herdeiro Mohammed ben Salman para exigir o direito de conduta das mulheres foi assinada por mais de 14.000 pessoas.

O príncipe herdeiro finalmente permitiu que as mulheres dirijam em 2018. Mas algumas semanas antes, a ativista foi novamente presa e condenado a 6 anos de prisão, acusada pelas leis antiterrorismo de ter transmitido informações a países hostis.

Loujain al-Hathloul foi finalmente liberada há dois meses. Mas ela não tem mais o direito de falar publicamente ou de deixar o território saudita.

Para a irmã Lina, que a representou na cerimônia do prêmio de direitos humanos Vaclav Havel desta segunda-feira, este prêmio é uma chance para ela quebrar o silêncio.

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