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Israel cita "aumento" da "ameaça" contra seus cidadãos após declarações do Irã

03/12/2020 19h46

Jerusalém, 3 dez 2020 (AFP) - O governo de Israel citou nesta quinta-feira (3) à noite um "aumento" da "ameaça" contra seus cidadãos no exterior, após o chamado do Irã a vingar o assassinato de uma personalidade importante de seu setor nuclear, atribuída pelo governo iraniano ao Mosad, os serviços secretos israelenses.

"Diante das ameaças recentes de elementos iranianos, tememos que o Irã ataque objetivos israelenses", alertou o ministro israelense das Relações Exteriores, Gabi Ashkenazi, que menciona possíveis ataques contra seus cidadãos em países vizinhos do Irã ou na África.

As autoridades israelenses, citando um "aumento da ameaça terrorista contra israelenses no exterior", referem-se a países ou regiões como geograficamente "próximos" do Irã, Geórgia, Azerbaijão, Turquia, Curdistão iraquiano, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Os dois últimos normalizaram suas relações diplomáticas com o estado hebraico em setembro e rotas de voos diretas foram inauguradas na semana passada entre Dubai e Tel Aviv.

Por sua vez, o chefe da diplomacia israelense, Gabi Ashkenazi, viajará ao Bahrein no fim de semana para uma conferência regional, mas fontes diplomáticas disseram à AFP, logo após as novas ameaças do Irã a Israel, que a viagem foi cancelada sem dar maiores detalhes.

Importante figura do setor nuclear iraniano, Mohsen Fakhrizadeh foi morto na última sexta-feira em um ataque perto de Teerã, atribuído pelo Irã a Israel, seu inimigo jurado. Israel não reagiu oficialmente às acusações.

O Irã alegou que o cientista foi vítima de uma operação "complexa" envolvendo meios "completamente novos" e acusou o Mosad.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, prometeu uma resposta a essa morte, que ocorre quando os Estados Unidos, principal aliado de Israel, passam por uma transição de poder com a chegada de Joe Biden à Casa Branca em janeiro para suceder Donald Trump.

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