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Maia e Alcolumbre criticam Salles após embate público com general Ramos

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia - Adriano Machado
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia Imagem: Adriano Machado
do UOL

Do UOL, em São Paulo

24/10/2020 10h27Atualizada em 24/10/2020 15h43

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) criticaram o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que em postagem nas redes sociais insinuou que o colega de ministério Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) faria "fofoca".

Por meio de sua conta no Twitter, Maia afirmou que o ministro, "não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo".

Alcolumbre também criticou a postura de Salles: "Não é saudável que um ministro ofenda publicamente outro ministro", disse, em publicação hoje no Twitter.

Ontem, também no Twitter, Salles pediu que o ministro-chefe da secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, deixe de lado a postura de "Maria Fofoca", incendiando a disputa entre as alas ideológicas e militares do governo.

O recado foi dado após uma reportagem do jornal O Globo dizer que Salles estava "esticando a corda com ala militar do governo" e "testando a blindagem" com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao mandar suspender as ações de combate a incêndios por falta de recursos. A reportagem não fazia referência ao ministro-chefe da secretaria de Governo.

A publicação de Salles nas redes sociais ganhou apoio de seguidores e de aliados do presidente Bolsonaro, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Por outro lado, parlamentares do centrão saíram em apoio a Ramos, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Dinheiro para combater queimadas

Esta semana, a pasta de Ricardo Salles suspendeu atividades de combate a incêndios sob a justificativa de que não tinha mais autorização da Economia para custear os serviços na linha de frente, como brigadistas, aeronaves e veículos.

A paralisação das atividades levou o Ministério da Economia a anunciar a liberação de R$ 60 milhões para o Ministério do Meio Ambiente.

O avanço do desmatamento e das queimadas sobre a região da Amazônia colocou a política ambiental do governo Bolsonaro no centro de críticas de investidores estrangeiros, ruralistas e ambientalistas, que pressionam o governo por uma resposta contra a destruição da mata.

O presidente tem minimizado a crise, e em discurso na Assembleia-Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), atribuiu ao "cabloco e o índio" a disseminação do fogo e disse haver uma "campanha brutal de desinformação" contra o Brasil.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o desmatamento na Amazônia foi recorde com um aumento de 55% em relação ao mesmo período de 2019.

A gestão de Salles também foi criticada pela exoneração de servidores em postos de fiscalização dos órgãos ambientais e a criação de regras que dificultaram o pagamento de multas por infrações contra o meio ambiente.

Ontem, em audiência no STF, Salles negou haver "desmonte" nos órgãos ambientais e afirmou que a estrutura da pasta foi herdade de governos anteriores.

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