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Covid: Brasil registra 1.007 novas mortes em 24 h; total passa de 106 mil

Brasil é o segundo país do mundo com mais mortos e infectados, perdendo apenas para os EUA - Andre Coelho/Getty Images
Brasil é o segundo país do mundo com mais mortos e infectados, perdendo apenas para os EUA Imagem: Andre Coelho/Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

14/08/2020 19h36Atualizada em 14/08/2020 21h03

O levantamento do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte apontou que o Brasil teve 1.007 novas mortes em decorrência da covid-19 desde ontem à noite. O total no país agora é de 106.571 óbitos.

Já os casos chegaram a 3.278.895 desde o início da pandemia no Brasil. Em 24 horas, as secretarias estaduais de saúde registraram 49.274 novos infectados.

A média móvel de mortes, calculada em cima dos óbitos registrados nos últimos sete dias, aponta 981 novas mortes diárias por covid-19 no Brasil, resultado considerado estável (-4%) em 14 dias.

Conforme o levantamento feito pelo consórcio, todas as regiões se mantiveram estáveis na variação da média móvel em 14 dias. Ao todo, dez estados apresentaram desaceleração nos óbitos em decorrência da doença. Quatro, no caminho oposto, tiveram escalada nos números.

Veja a oscilação em cada um:

  • Aceleração: AM, MG, SC e TO
  • Estabilidade: AP, BA, DF, GO, MS, PA, PB, PI, PR, RN, RO, RS, SE e SP
  • Queda: AC, AL, CE, ES, MA, MT, PE, RJ, RN e RR.

Dados do governo

Pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais 1.060 mortes nas últimas 24 horas. Agora, o país soma 106.523 óbitos pela doença. O número de novos casos foi de 50.644, totalizando 3.275.520.

O Brasil é o segundo país do mundo com mais mortos e infectados, perdendo apenas para os Estados Unidos (168 mil e 5,29 milhões, respectivamente, de acordo com a Universidade Johns Hopkins).

Ao todo, 2.384.302 pessoas se recuperaram da covid-19. Outras 784.695 seguem em acompanhamento.

Alerta para MS, PR e SC

Mais cedo, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou um boletim referente às semanas epidemiológicas 31 (26 de julho a 1º de agosto) e 32 (de 2 a 8 de agosto), apontando níveis preocupantes na maior parte dos estados do Brasil.

Uma tendência de aumento de casos e mortes foi observada em três estados: Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Houve uma ligeira queda em outros três estados nas duas semanas analisadas: Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe.

Na maioria das unidades da federação, a situação é considera ainda crítica.

Ao mesmo tempo, Pernambuco e Rio de Janeiro registram altas taxas de letalidade da covid-19, o que indicaria deficiência na realização de testes (em especial para apontar casos assintomáticos) e gravidade de casos.

Hidroxicloroquina e ivermectina

Bolsonaro e cloroquina - Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo - Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo
Imagem: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

Um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciar que vai facilitar o acesso a hidroxicloroquina e ivermectina, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reiterou hoje que não houve alteração na regra de compra dos medicamentos e que ainda é preciso apresentar receita dupla nas farmácias e drogarias.

Mesmo sem eficácia comprovada, os remédios são defendidos pelo presidente no tratamento da doença.

Ontem (13), Bolsonaro afirmou que, a partir de agora, seria preciso apresentar apenas receita médica simples para fazer a compra, não sendo mais necessária a retenção da via no local.

"O presidente da Anvisa acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina. Você já pode comprar com uma receita simples, caso o seu médico recomende para você, obviamente", disse ele durante sua live semanal.

Questionada, no entanto, a Anvisa afirma não ter havido alteração na regra até o momento. De acordo com a agência, o regulamento válido é a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) 405/2020, publicada no dia 23 de julho, no DOU (Diário Oficial da União).

*Com Estadão Conteúdo

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