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EUA anuncia que Opas irá investigar envio de médicos cubanos ao Brasil

Segundo o chefe de diplomacia dos EUA, a Opas "precisa explicar como chegou a enviar US$ 1,3 bilhão ao assassino regime de (Fidel) Castro"  - Luiz Fabiano/Futura Press
Segundo o chefe de diplomacia dos EUA, a Opas "precisa explicar como chegou a enviar US$ 1,3 bilhão ao assassino regime de (Fidel) Castro" Imagem: Luiz Fabiano/Futura Press

Da AFP, em Washington

15/07/2020 23h38

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou hoje que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) irá investigar a contratação de médicos cubanos enviados ao Brasil.

Os Estados Unidos haviam ameaçado que só manteriam seu aporte financeiro à Opas, o equivalente a mais da metade do orçamento da organização, quando uma comissão independente fosse criada para avaliar o programa de envio de médicos cubanos.

"O governo dos Estados Unidos comemora a decisão da Opas de iniciar uma investigação independente para revisar seu papel no programa Mais Médicos", informou Pompeo.

Em abril, a diretora da Opas, Clarissa Etienne, revelou à imprensa que cerca de 60% do financiamento da organização é oriunda dos Estados Unidos, um aporte que classificou de "fundamental".

A AFP enviou um pedido à Opas para confirmar o início da investigação.

Mais de 8.000 médicos cubanos participaram de 2013 a 2018 do "Mais Médicos", um programa criado para atender regiões pobres e zonas rurais do Brasil, em convênio com a Opas.

A venda de serviços médicos é a principal fonte de renda de Cuba, que em 2018 recebeu US$ 6,3 bilhões por missões em todo mundo, segundo números oficiais.

Em meados de junho, Pompeo exigiu da Opas, o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prestasse contas por "explorar" médicos cubanos no Brasil.

A Opas "precisa explicar como chegou a enviar US$ 1,3 bilhão ao assassino regime de (Fidel) Castro" e "por que não buscou a aprovação do Comitê Executivo para participar deste programa", criticou na época Pompeo.

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