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SP: Operação contra desvio de cargas de produto para tratar água prende 10

Ao menos dez pessoas já foram presas - Reprodução/TV Globo
Ao menos dez pessoas já foram presas Imagem: Reprodução/TV Globo
do UOL

Do UOL, em São Paulo

14/07/2020 13h24Atualizada em 14/07/2020 18h28

Uma operação da Polícia Civil de Santo André, deflagrada hoje no estado de São Paulo, prendeu dez pessoas, acusadas de desvio de cargas de hipoclorito de sódio e outros derivados químicos. A substância é usada para tratar água pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

A Operação "1791" cumpriu 15 mandados de prisão e 27 mandados de busca e apreensão relacionados a esta acusação e foi coordenada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Santo André.

Os mandados estão sendo cumpridos na capital paulista, em Guarulhos, Mauá, Praia Grande, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e São Vicente. A Polícia Civil não detalhou as acusações.

De acordo com a TV Globo, os produtos são usados no tratamento de água para eliminar vírus e bactérias, eram desviados de sua finalidade, que era ser usado para gerar água potável pela Sabesp, e trocados por água.

Segundo a emissora, os caminhões com o produto eram desviados de sua rota e tinham o produto substituído.

SP - Reprodução/TV Globo - Reprodução/TV Globo
Substância é usada para tratar água pela Sabesp
Imagem: Reprodução/TV Globo

Em nota, a Sabesp afirmou que "vai acompanhar as investigações e os desdobramentos do caso e tomará todas as medidas judiciais para ressarcimento de eventuais prejuízos junto a esses fornecedores". A companhia informou que solicitou acesso ao inquérito policial e abriu procedimento interno para investigação.

A empresa explicou ainda que a "adição de cloro é uma das etapas do tratamento da água e seu uso é dosado durante o processo, que corrige a quantidade necessária do produto e os níveis de potabilidade, conforme estabelecido na legislação brasileira do Ministério da Saúde (Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de setembro de 2017 do Ministério da Saúde)".

"A água distribuída é analisada em laboratórios com ensaios acreditados pelo Inmetro, o que assegura a qualidade da água fornecida aos clientes, sem riscos para o consumo. Para esse controle, são realizados 90 tipos de testes e mais de 90 mil análises mensais que aferem turbidez, cor, cloro, coliformes totais, dentre outros. Esses resultados são enviados ao Ministério da Saúde e à Vigilância Sanitárias dos municípios", informou a nota.

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