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Espanha determina confinamento em parte da Catalunha, enquanto focos de Covid-19 aumentam no mundo

12/07/2020 17h02

Autoridades da Catalunha (nordeste da Espanha) ordenaram neste domingo (12) que 200.000 habitantes que vivem ao redor da cidade de Lérida retornem ao confinamento obrigatório, enquanto aumenta a preocupação em todo o mundo com novos focos do coronavírus.

Autoridades da Catalunha (nordeste da Espanha) ordenaram neste domingo (12) que 200.000 habitantes que vivem ao redor da cidade de Lérida retornem ao confinamento obrigatório, enquanto aumenta a preocupação em todo o mundo com novos focos do coronavírus.

"A população deverá permanecer em suas residências", anunciou a secretária regional de Saúde, Alba Verges, em uma entrevista coletiva. A zona afetada, ao redor de Lérida, já havia sido isolada do restante da Espanha na semana passada.

A Espanha é um dos países mais afetados do mundo pela Covid-19, com 28.400 mortos. Neste domingo, as regiões da Galícia e do País Basco comparecem às urnas, com medidas reforçadas de higiene.

Novos focos

Com a flexibilização do confinamento, a Europa, continente com mais mortes (quase 202.000, em um total de 2,8 milhões de casos), observa novos focos de contágio.

Nos Estados Unidos, país mais afetado pelo vírus, o presidente Donald Trump apareceu, pela primeira vez, de máscara em público, durante a visita a um hospital na região de Washington para saudar veteranos militares.

Os Estados Unidos voltaram a contabilizar um número recorde de contágios em apenas um dia, mais 66.000. O balanço total de casos no país chega a 3,2 milhões de casos e quase 135.000 mortes.

A Flórida é um dos estados mais afetados. Os números, contudo, não impediram a Disney World de reabrir parcialmente no sábado (11) dois de seus quatro parques temáticos em Orlando.

 América Latina

O coronavírus também avança de forma implacável na América Latina e no Caribe, com um balanço de mais de 143.000 mortos e mais de 3,3 milhões de casos.

O Brasil, o segundo país mais afetado em todo o mundo pela doença, tem quase 71.500 vítimas fatais e mais de 1,8 milhão de contágios, incluindo o presidente Jair Bolsonaro.

Cético sobre a pandemia e contrário às quarentenas aplicadas nos estados, Bolsonaro continua fazendo campanha a favor da hidroxicloroquina, remédio sem eficácia científica comprovada.

O Chile superou no sábado a marca de 11.000 mortes por coronavírus. Apesar do número, as autoridades afirmam que o país vive atualmente uma "leve melhora".

Colômbia e Equador também superaram, no sábado, a barreira de 5.000 mortes por coronavírus, de acordo com os dados oficiais desses países.

Bogotá, maior centro de contágios da Colômbia, anunciou a aplicação, a partir de segunda-feira (13), de "quarentenas estritas" por localidades (conjuntos de bairros).

As autoridades da Venezuela, onde o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, contraiu o vírus, anunciaram que 160 militares testaram positivo para a Covid-19.

Com informações da AFP.

   

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