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Itália não descarta segunda onda de casos do novo coronavírus

02/07/2020 12h39

Roma, 2 jul (EFE).- O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, afirmou nesta quinta-feira não descartar uma segunda onda de casos do novo coronavírus no país e defendeu a decisão do governo de impor restrições às pessoas que chegam de países fora da União Europeia (UE).

"A comunidade científica não descarta isso (uma segunda onda)", disse Speranza, em entrevista à "RAI". "Esperamos que isso não aconteça, mas, diante do risco, devemos manter as regras de precaução, ou seja, usar máscaras, evitar multidões e lavar as mãos", afirmou.

Ele também pediu o "fortalecimento do serviço nacional de saúde" e, embora tenha assegurado que "nos últimos cinco meses foi investido mais dinheiro foi investido do que nos últimos anos", o ministro afirmou ser "apenas o começo".

Roberto Speranza defendeu a decisão do governo de adotar uma linha de precaução e manter quarentena para pessoas que chegam de países não pertencentes à UE, após a abertura de sua fronteira externa para 15 países.

"Esperamos ir além em algumas semanas, mas é preciso cautela por enquanto", afirmou Speranza.

"Tivemos alguns meses difíceis. Não podemos remover as restrições. Seria um erro correr riscos que não podemos arcar. A comunidade científica concorda plenamente com a precaução", acrescentou.

Na última terça-feira, a Itália abriu suas fronteiras para cidadãos residentes em países fora do Espaço Schengen, embora com restrições.

Eles terão que manter duas semanas de quarentena e devem justificar sua viagem por motivos de trabalho, estudo, saúde ou necessidade, incluindo aqueles que vêm dos países aprovados pela UE.

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