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Quarentena na Itália será prorrogada até início de maio, diz Defesa Civil

REUTERS/Yara Nardi
Imagem: REUTERS/Yara Nardi
do UOL

Do UOL, em São Paulo

03/04/2020 06h23Atualizada em 03/04/2020 07h17

O chefe da Defesa Civil da Itália, Angelo Borrelli, disse hoje que é preciso manter o "máximo rigor" para evitar que a cadeia de contágio do novo coronavírus fique fora de controle e que a população deve esperar ficar em casa até o dia 1º de maio.

"A situação atual nos permite respirar. Esta é uma situação que nos permite gerenciar a emergência com menos problemas. Isso ocorre porque comportamentos foram implementados e absolutamente devem persistir. Devemos seguir em frente com o máximo rigor", disse ele em entrevista à Rádio Capital.

Segundo Borelli, os italianos terão que ficar em casa "por muitas semanas" ainda. Questionado sobre a chamada "fase 2", anunciada pelo primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte, que consistirá na retomada gradual das atividades, o chefe da Defesa Civil disse que isso só poderá ocorrer a partir do dia 16 de maio.

"Depende dos dados. A situação agora está estacionária, temos que ver quando essa situação começa a diminuir. Eu não gostaria de dar datas, mas entre agora e 16 de maio, podemos ter mais dados positivos que nos aconselham a retomar as atividades e, portanto, iniciar a fase 2", afirmou.

Na quarta-feira (1º), o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, havia dito que as medidas de confinamento seriam prorrogadas até o dia 13, que cai na segunda-feira após a Páscoa, feriado no país.

Até ontem, a Itália registrava 13.915 mortes em decorrência da covid-19. Já o número de contágios chegou a 115.242.

De acordo com o presidente do Instituto Superior da Saúde (ISS), Silvio Brusaferro, a pandemia já atingiu seu "pico" na Itália, mas este se apresentará na forma de um "platô", ou seja, a curva de contágios ainda levará um tempo para começar a cair.

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