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Esposa de Carlos Ghosn diz estar "feliz" com fuga do marido para o Líbano

Carole Ghosn deu entrevista à Reuters ao lado do marido, em Beirute, no Líbano - Mohamed Azakir/Reuters
Carole Ghosn deu entrevista à Reuters ao lado do marido, em Beirute, no Líbano Imagem: Mohamed Azakir/Reuters
do UOL

Do UOL, em São Paulo

15/01/2020 12h24

Carlos Ghosn, ex-chefe da Nissan-Renault, e sua esposa Carole estão juntos novamente - desta vez em Beirute, no Líbano - duas semanas após ele fugir de maneira cinematográfica da prisão domiciliar no Japão.

No país asiático, Ghosn esperava julgamento por uma série de crimes. Ele nega todas as acusações.

"O Japão acabou para mim", disse Carole em entrevista exclusiva à Reuters, concedida em uma casa particular em Beirute, dias depois de também deixar o país.

Logo após a aparição de Ghosn no Líbano, as autoridades japonesas emitiram um mandado de prisão para Carole por suspeita de falso testemunho relacionado à acusação de apropriação indébita contra o marido.

"O que eles estão acusando contra mim é uma piada", disse a libanês-americana de 54 anos, que viveu muitos anos como designer de moda em Nova York e cujos filhos vivem na cidade dos EUA.

Ao ser questionada pelo veículo se ela apoiou a fuga do marido, Carole explicou que o tempo fez com que ela se sentisse feliz pelo desfecho da história.

"Se você me contasse isso no começo, eu teria dito que não o fizesse, claro que não. Eu diria: 'você vai lutar e provar sua inocência'. Mas então, com o tempo, vimos como os promotores estavam se comportando... e eu pensei: 'meu Deus, meu marido jamais terá um julgamento justo', e fiquei desesperada. Então, estou feliz que ele tenha fugido".

Segundo a Reuters, o ministério da Justiça japonês já afirmou que a o ato cometido por Ghosn pode constituir um crime. Como o Líbano não tem acordo de extradição com o Japão, a defesa do empresário quer que ele seja julgado no Líbano.

*com informações da Reuters

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