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Waldir diz que áudio é verdadeiro e provocado por 'ingratidão' de Bolsonaro

20.fev.2019 - O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir - Pedro Ladeira/Folhapress
20.fev.2019 - O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
do UOL

Constança Rezende

Colaboração para o UOL, em Brasília

17/10/2019 19h49Atualizada em 17/10/2019 20h38

O áudio em que aparece chamando Jair Bolsonaro (PSL-GO), presidente da República e seu colega de partido, de "vagabundo" é verdadeiro, afirmou ao UOL nesta noite o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), autor das declarações, em nota.

Ele afirmou que foi movido pela "ingratidão" do presidente em um momento de um debate acalorado.

Ele se queixa da falta de reconhecimento "que o Presidente da República tem demonstrado em relação ao Presidente do PSL, ao líder da bancada e aos parlamentares alinhados ao combate à corrupção, à defesa da Operação Lava Jato e do Ministro Moro, considerando ainda que o partido tem sido 98% fiel ao governo em todas as suas pautas".

No áudio, reproduzido pela Folha, ouve-se Waldir dizendo que vai "implodir o presidente".

"Não tem conversa, eu implodo o presidente, cabô, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo, cara. Eu votei nessa porra, eu andei no sol 246 cidades, no sol gritando o nome desse vagabundo", disse o deputado em conversa ontem.

No fim do dia de ontem, quando o áudio ainda não havia sido tornado público, deputados do PSL iniciaram um movimento para colher assinaturas para tirar Waldir da liderança do PSL da Câmara e colocar Eduardo Bolsonaro no lugar.

Um documento chegou a mostrar 27 assinaturas a favor do filho do presidente, mas outro foi protocolado na sequência com mais assinaturas a favor de Waldir.

O episódio teve efeito dominó: a deputada federal Joice Hasselmann se opôs à manobra para retirar Waldir e acabou hoje destituída da liderança do governo no Congresso.

Jair Bolsonaro preferiu alguém de outro partido, o MDB, para a função: o senador Eduardo Gomes.

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