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Líbano apresenta dois drones enviados "por Israel" ao reduto do Hezbollah

19/09/2019 14h34

Beirute, 19 Set 2019 (AFP) - O Líbano expôs nesta quinta-feira dois drones supostamente enviados por Israel à periferia sul de Beirute, reduto do movimento xiita Hezbollah, e detalhou o 'modus operandi' israelense.

Mencionando uma "fabricação militar avançada", o ministro da Defesa, Elias Bou Saab, afirmou que não podia identificar o objetivo preciso da "agressão" que aconteceu em 25 de agosto pouco antes do amanhecer, segundo o Líbano.

Israel não comentou o incidente, ocorrido horas depois de bombardeios aéreos perpetrados pelo Estado hebreu na Síria, em guerra, em que abateu dois combatentes do Hezbollah, que participa no conflito junto ao regime de Damasco.

Esta série de acontecimentos fez que intensificou as tensões entre o movimento xiita pró-palestino e Israel, com trocas de disparos na fronteira no começo de setembro.

Em uma coletiva de imprensa, Elias Bou Saab apresentou o primeiro aparato, que caiu na periferia sul de Beirute, e os restos de outro, que explodiu no ar.

A informação obtida do primeiro permitiu determinar que a missão havia começado a "11,6 km do aeródromo de HaBonim", em Israel, ressaltou o ministro, acrescentando que o "lançamento" do aparato foi realizado a pouco más de 4 km da costa libanesa.

Segundo ele, o drone era controlado por meio de um outro drone "de tamanho maior", localizado no setor.

Para alcançar seu objetivo, o primeiro drone, carregado com 4,5 kg de explosivos, atravessou o setor de Jenah, perto do aeroporto, ao sul de Beirute, segundo o ministro.

"Pela primeira vez, drones carregados de explosivos sobrevoaram o aeroporto, puseram em risco a aviação civil e (um) explodiu nas ruas dos subúrbios de Beirute", afirmou, considerando que o incidente foi "a violação mais grave" cometida por parte de Israel da resolução 1701 da ONU, que pôs fim ao último grande confronto, em 2006, entre o Estado hebreu e o Hezbollah.

Essa guerra deixou mais de 1.200 mortos no lado libanês, a maioria civis, e 160 no israelense, militares em sua maior parte.

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