Topo

Cabo Canaveral comemora 50 anos da Apollo 11 com 2 protagonistas da missão

16/07/2019 07h11

Miami, 16 jul (EFE).- Meio século depois do início da histórica Apollo 11, uma viagem de ida e volta à Lua com três astronautas a bordo, a façanha será comemorada nesta terça-feira com várias atividades no Centro Espacial Kennedy de Cabo Canaveral, na Flórida (Estados Unidos), onde estarão dois dos três protagonistas da missão.

Sem o colega Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na superfície da Lua e que morreu em 2012, Buzz Aldrin e Michael Collins, os outros dois participantes da missão, voltarão à plataforma LC-39A do Centro Kennedy, onde em 16 de julho de 1969 foi lançado o foguete Saturno V com eles três a bordo.

Os três chegaram à Lua em 20 de julho de 1969 (21 de julho em alguns dos fusos dos EUA), o "grande dia" da corrida espacial, a bordo do módulo Eagle, que pousou na superfície lunar.

Dois deles, Armstrong e Aldrin, pisaram no solo da Lua e nele fincaram a bandeira dos EUA, como pôde ser visto por milhões de pessoas de todo o mundo graças à primeira transmissão televisiva global, e os três retornaram sãos e salvos à Terra em 24 de julho.

Aldrin e Collins participarão de uma palestra com Bob Cabana, o diretor do Centro Espacial Kennedy, que será televisionada ao vivo pela Nasa, a agência espacial americana, que foi fundada em 1958 - antes o espaço era competência da Força Aérea.

O que Armstrong definiu como "um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade", foi possível graças ao esforço coletivo de cerca de 400 mil pessoas que ajudaram a realizar a promessa feita em 1961 pelo presidente John F. Kennedy de enviar a um homem à Lua antes do fim da década de 60.

Também ficará disponível no site da Nasa um percurso pelas instalações que foram utilizadas no lançamento com comentários dos controladores que trabalharam naquele 16 de julho há 50 anos, e com os quais participam do programa Artemis da Nasa para colonizar a Lua e Marte.

A expectativa é que um grande público compareça nesta terça-feira a Cabo Cañaveral para participar das diferentes atividades organizadas para a comemoração da data, embora em menor número do que as 500 mil pessoas que presenciaram o início da missão Apollo 11 "in situ" em 1969.

Uma das atividades mais aguardadas é um evento "flashback", que permitirá aos visitantes voltar meio século e viver a sequência do lançamento do foguete Saturno V no mesmo horário de 1969 com imagens de arquivo da emissora de televisão "CBS", que transmitiu o pouso na Lua com Walter Conkrite como locutor.

A experiência não é barata: US$ 175 para adultos (R$ 657) e US$ 150 (R$ 563) para crianças a partir de três anos, mas inclui também uma visita ao novo Jardim da Árvore da Lua, onde se pode aprender tudo relacionado com as 12 missões lunares tripuladas organizadas pela Nasa durante a era Apollo.

O pacote inclui um encontro com astronautas como Charlie Duke, que participou da missão Apollo 16, uma visita a uma exposição de automóveis dos anos 60, como um Corvette azul que pertenceu a Armstrong, e vários apetrechos da época.

O dia terminará com música no Centro Espacial Kennedy. A banda britânica Duran Duran tocará ao ar livre no Jardim de Foguetes, no qual também se apresentará a DJ Evalicious, além de um espetáculo artístico com drones do Studio Drift.

Nem todas as comemorações serão em Cabo Canaveral, no litoral leste da Flórida. No estado vizinho do Alabama, no Centro Marshall de voos espaciais da Nasa, na cidade de Huntsville, onde foram construídos os foguetes Saturno usado no programa Apolo, também está previsto um amplo programa de atividades.

No mesmo horário em que o Saturno V decolou do Centro Kennedy, as 9h32 de 16 de julho de 1969, haverá a tentativa de estabelecer um novo recorde Guinness: o maior número de réplicas de foguetes lançados ao mesmo tempo de um só lugar.

A iniciativa faz parte do "Lançamento Global de Foguetes dos 50 anos da Apollo 11", que acontecerá em diferentes pontos do planeta.

O primeiro diretor do centro da Nasa em Huntsville foi o cientista alemão Wernher von Braun, que trabalhou na Alemanha nazista e, depois da vitória aliada na II Guerra Mundial, para os EUA.

Mais de 120 cientistas que tinham trabalhado na fabricação de foguetes na Alemanha durante a guerra foram amparados nos EUA para que compartilhassem seus conhecimentos.

O programa Apollo, segundo informações dadas pelo Congresso americano em 1973, custou US$ 25,4 bilhões, uma quantia que equivaleria hoje a US$ 146 bilhões, de acordo com a imprensa dos EUA. EFE

Mais Notícias