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Vietnã recorre a cientistas russos para manter múmia de Ho Chi Minh

2019-06-20T11:52:00

20/06/2019 11h52

Ho Chi Minh (Vietnã), 20 jun (EFE).- O Vietña contratou quatro cientistas russos para compor sua equipe de especialistas que têm a missão de preservar o corpo embalsamado do herói nacional Ho Chi Minh, conservado em um sarcófago de vidro há quase meio século.

Na decisão 739 assinada em 17 de junho pelo primeiro-ministro, Nguyen Xuan Phuc, ficou estabelecida a criação desta equipe especial formada por quatro médicos russos e seis especialistas vietnamitas "para propor planos e medidas científicas a fim de preservar e proteger a segurança do corpo do presidente Ho Chi Minh a longo prazo".

Embora "o tio Ho", como ainda hoje é chamado com carinho pelos vietnamitas, tenha pedido em seu testamento que fosse cremado e suas cinzas enterradas no norte, no centro e no sul do país, as autoridades comunistas do momento não desperdiçaram a chance de conservar seu corpo e ganhar um elemento de propaganda e coesão nacional para um país que estava em guerra.

O corpo de Ho foi embalsamado pouco depois de sua morte em setembro de 1969, já então com a ajuda de cientistas soviéticos, devido à experiência russa em conservar a múmia de Vladimir Lenin no mausoléu em Moscou desde a morte do líder bolchevique em 1924.

O Vietnã continuou recorrendo a produtos químicos russos para a conservação do corpo até que conseguiu fabricá-los pela primeira vez em 2005.

O fundador do Vietnã moderno se opôs também à criação de templos e estátuas em seu nome, mas seis anos depois de sua morte, após a vitória do norte comunista sobre o sul pró-americano na guerra, foi construído em Hanói o mausoléu de cimento no qual até hoje jaz sua múmia.

Construído para a glorificação do herói nacional diante do Palácio Presidencial que ele ocupou, se transformou em um dos grandes atrativos da capital vietnamita, visitado desde 1975 por 57 milhões de pessoas, incluindo 10 milhões de estrangeiros.

O Vietnã se prepara para comemorar em 2 de setembro o 50º aniversário da morte do homem que ainda hoje é venerado por milhões de cidadãos, independentemente de sua afinidade com o regime comunista que governa o país desde 1975. EFE

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