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1 mês

TV: Pesquisa considera apenas 1,7% das operações policiais no Rio eficazes

Beco na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio, amanheceu com projéteis de bala no chão - Herculano Barreto Filho/UOL
Beco na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio, amanheceu com projéteis de bala no chão Imagem: Herculano Barreto Filho/UOL
do UOL

Do UOL, em São Paulo

09/05/2021 22h08

Uma pesquisa feita pela UFF (Universidade Federal Fluminense) considera que apenas 1,7% das operações policiais realizadas no Rio de Janeiro nos últimos 14 anos foram eficazes. O levantamento foi mencionado durante reportagem do Fantástico na noite deste domingo (9) ao tratar da ação que deixou 28 mortos na comunidade do Jacarezinho, zona norte do Rio.

A pesquisa analisou 11 mil operações realizadas desde 2007 e avaliou se elas cumpriam três requisitos importantes na classificação de eficácia:

  • Motivação bem definida
  • Baixo numero de mortes e feridos
  • Apreensão de armas e drogas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirma que a operação, que ocorreu nesta quinta-feira (6) e visava combater o tráfico de drogas, foi fruto de 10 meses de investigação. Foram apreendidos apenas seis fuzis, 15 pistolas e munição antiaérea.

A operação é a mais letal da história do Rio.

Para especialistas consultados pela reportagem do programa, a ação foi uma forma de a polícia mostrar controle diante da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que restringiu operações durante a pandemia.

Segundo a determinação do Supremo, a polícia deve comunicar e justificar a realização da operação ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), além de enviar um relatório com o resultado. Procurado pelo UOL, o MP disse ter sido comunicado sobre a ação apenas às 9h, após o início dela, para o cumprimento de mandados judiciais.

A polícia alega que os mortos apresentavam antecedentes criminais, embora não tenha apresentado documentos que comprovem as acusações.

O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos pediu a abertura de investigações imparciais e independentes sobre o caso. As mortes foram classificadas como crime contra a humanidade pela Associação Juízes para a Democracia. O MP afirmou ter recebido denúncias de abusos e disse que investigará o caso.

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